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Sin categoría |30 julio, 2015

Indústria | Betânia volta à liderança em longa vida no NE

Treze anos após ser recomprada da Parmalat, a cearense Betânia retomou o posto de líder no segmento de leite longa vida no Nordeste. Sob comando da família Girão, o maior desafio da companhia é mudar o hábito nordestino de beber leite em pó.

 
Treze anos após ser recomprada da Parmalat, a cearense Betânia retomou o posto de líder no segmento de leite longa vida no Nordeste. Sob comando da família Girão, o maior desafio da companhia é mudar o hábito nordestino de beber leite em pó. Para tanto, a Betânia precisa garantir a regularidade na captação de leite em uma região que está sempre ameaçada pela estiagem, diz Bruno Girão, presidente da companhia.

A Betânia tem uma participação de mercado de 28% no Nordeste no segmento longa vida, segundo dados da Nielsen atualizados em maio passado. A empresa, que ultrapassou a marca Elegê, hoje sob controle do grupo francês Lactalis, não está na liderança da região pela primeira vez. Essa era a posição da marca pouco antes de ser vendida para a Parmalat, em 1994.

Na gestão da grupo italiano, porém, a marca Betânia se tornou um negócio pequeno e ficou oito anos fora do mercado. Em 2002, ainda devendo parcelas do pagamento pela aquisição da empresa cearense, a Parmalat negociou a devolução da algumas unidades operacionais que estavam paralisadas, firmou um contrato de prestação de serviço e «devolveu» a marca Betânia aos antigos proprietários.

Dois anos depois da negociação, a Parmalat pediu recuperação judicial e abriu espaço para a retomada da marca Betânia no Nordeste. Com três fábricas (Ceará, Pernambuco e Sergipe), a Betânia deve faturar quase R$ 590 milhões este ano, um crescimento de 15% em relação ao ano passado, quando a empresa registrou lucro de R$ 22 milhões.

Se concretizadas as previsões do empresário, a Betânia deve ampliar sua fatia no Nordeste, uma vez que o mercado de leite longa vida na região deve crescer 10% este ano, enquanto o do Brasil deve avançar 5%, estima Girão. A previsão da Associação Brasileira de Longa Vida (ABLV) é mais conservadora segundo a entidade, o avanço na demanda no país deve ficar na casa de 3,5%.

Sem volume de captação de leite suficiente para atender a demanda, o Nordeste se acostumou a tomar leite em pó, que responde por 65% do produto consumido na região. A região, que representa 14% do PIB do Brasil, só responde por 6% do mercado nacional de leite longa vida.

Segundo Girão, o espaço para a Betânia crescer na região é «imenso» considerando que apenas 6% dos pontos de venda do Nordeste comercializam leite longa vida. A Betânia, por sua vez, está apenas em 16 mil dos 150 mil pontos comerciais da região. «O nosso foco é aumentar a frequência de entregas e permitir que o varejista trabalhe com estoques menores», afirma.

Hoje com 37 anos, formado em administração pela Northeastern University (Boston, EUA), Girão assumiu o comando executivo da Betânia quando tinha 24 anos, logo depois que seu pai, Luiz da Prata Girão, retomou o controle dos negócios.

A família Girão também aparece no ranking do Top 100 MilkPoint. No levantamento mais recente, a fazenda Flor da Serra, propriedade de Luiz, ficou em nono lugar. Detalhe: foi a única, dentre as dez maiores fazendas, que utiliza pastejo rotacionado. Você pode conferir o relatório completo desse ano e dos anos anteriores aqui.

O empresário acredita que a crise no Brasil deve piorar no segundo semestre, mas diz que essa não é a sua maior preocupação no momento. «A Betânia tem se beneficiado de um movimento de migração do consumidor para marcas mais baratas». A grande preocupação da empresa é com o fornecimento de leite. No ano passado, a companhia dobrou a capacidade produtiva em Pernambuco e esse ano vai investir R$ 20 milhões na unidade do Ceará, que fabrica iogurte.

No entanto, de nada adianta esses investimentos, se houver uma ruptura na captação do leite com produtores da região, por causa das condições climáticas. Para minimizar esse risco, a Betânia formou uma cadeia de captação pulverizada, que vai da Bahia ao Maranhão. A empresa capta hoje 620 mil litros por dia de mais de três mil fazendeiros em 300 municípios nordestinos.

De acordo com Girão, o gargalo de captação já foi maior. O avanço dos pastos irrigados fez com que surgissem grandes fazendas. Em paralelo, com a melhora da gestão das áreas de captação de leite, a produtividade por vaca aumentou.

Com a China reduzindo as compras de leite em pó, o preço do produto no mercado internacional está em uma baixa histórica. As cotações também estão em queda no Brasil, por isso, este ano, a Betânia não deve reajustar seus preços.

Além de produzir leite longa vida, iogurtes, queijos, manteiga, leite condensado, creme de leite e leite em pó, a Betânia fabrica produtos da área médica para a multinacional francesa Danone. Até recentemente, a companhia produzia também os achocolatados para a multinacional. Mas, por falta de capacidade produtiva, encerrou o contrato. «Não pretendemos aumentar o nosso nível de endividamento, vamos investir apenas recursos na nossa geração de caixa».

No fim de 2014, a Betânia tinha dívida líquida de R$ 38 milhões, o equivalente a seu lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) no mesmo ano.

Fonte: Jornal Valor Econômico.

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