Com sua última reunião realizada em dezembro de 2020, a Câmara Setorial do Leite e Derivados retomou suas atividades nesta terça-feira (19/04).
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Reunião debateu ações de fomento ao consumo do leite - Foto: Fernando Dias

Com sua última reunião realizada em dezembro de 2020, a Câmara Setorial do Leite e Derivados retomou suas atividades nesta terça-feira (19/04), com a condução do vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Zanetti, ao posto de coordenador. Na pauta de discussão, elaboração de ações de marketing e promoção do leite gaúcho e seus derivados, além do cenário de certificação de propriedades como livres de brucelose e tuberculose.

Marketing de fomento ao consumo de leite

Em pauta proposta pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), a Câmara Setorial deve compor um grupo de trabalho que elabore um planejamento de marketing e promoção do consumo do leite gaúcho e seus derivados. Uma reunião foi agendada para ocorrer no dia 20, à tarde, durante a Expoleite/Fenasul, com o objetivo de apresentar ações já existentes de incentivo ao consumo do leite e detalhes sobre a Instrução Normativa 75 do Ministério da Saúde, que estabelece os requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional nos alimentos embalados e entra em vigor a partir de 1º de outubro deste ano.

“É importante que tenhamos um grupo de pessoas, apontadas pelas entidades que participam da Câmara Setorial, que possam elaborar um projeto para sensibilizar a população para o fomento no consumo de produtos lácteos, focando na saudabilidade do leite do Rio Grande do Sul”, destacou Rodrigo Rizzo, assessor especial do secretário da Agricultura, Domingos Velho Lopes.

Nessa reunião, a extensionista da Emater/RS-Ascar Mara Helena Saalfeld apresentará livro elaborado por ela sobre a origem do leite, voltado para o público infantil, cujo lançamento será feito na Expoleite/Fenasul. O livro já está em impressão e será utilizado pela Emater em seus escritórios regionais. Já o pesquisador Rogério Dereti, da Embrapa, falará sobre o Projeto Leite Seguro, que tem como objetivo gerar soluções para maximizar a segurança, qualidade e integridade do leite e derivados no Sul do Brasil.

Reprodução da tela de reunião da Câmara Setorial do Leite e Derivados
Esta é a primeira reunião da Câmara Setorial realizada em 2022 – Foto: Reprodução

Tuberculose e brucelose

A coordenadora do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ana Groff, abordou alguns fatores associados ao acesso dos produtores ao programa, dando destaque à certificação da propriedade como livre de brucelose e tuberculose, feita de forma voluntária.

“Somos um dos estados que mais certifica, mas temos condição de evoluir mais. Precisamos desmistificar a ideia de que a certificação é um processo caro e difícil. A certificação exige dois testes, com intervalos de seis a 12 meses entre eles, então não envolve um custo maior para propriedades que já fazem o teste anual”, explicou. De acordo com os inquéritos epidemiológicos do programa, a prevalência de tuberculose no rebanho do Rio Grande do Sul é de 0,8%, com apenas 2,8% nas propriedades positivadas. Já os casos de brucelose representam 0,22%.

Outro ponto importante é o diferencial do Rio Grande do Sul frente aos demais estados produtores, por contar com o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). O Fundo paga 75% da indenização por abate sanitário, sendo os 25% restantes de responsabilidade do Ministério da Agricultura. “O Fundesa é muito ágil na liberação do recurso para indenização. Desde 2008, todas as inspetorias da Seapdr orientam o produtor a acessar esse recurso”, complementou Ana.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, destacou o papel importante do setor produtivo no estímulo para que cada vez mais produtores busquem a certificação de suas propriedades como livres de tuberculose e brucelose. “O setor agroindustrial é o indutor da adesão ao programa pelo produtor, oferecendo orientação e estímulo, inclusive financeiro, para a certificação. São visíveis as empresas que trabalham de forma efetiva, como o sistema cooperativista, que vem trabalhando de forma intensiva a questão dos testes”, exemplificou.

Para Allan Tormen, produtor rural e integrante do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), a certificação se tornou uma questão gerencial das propriedades. “Uma vaca doente não pode vender leite: a sanidade é uma questão gerencial. A certificação é um caminho sem volta, trata-se da saúde dos animais e da nossa saúde também, de quem trabalha e quem consome”, finalizou.

Como encaminhamento, o assunto da certificação das propriedades como livres de brucelose e tuberculose será tratado na próxima reunião da Câmara Setorial, trazendo exemplos positivos do setor produtivo.

Participaram da reunião as seguintes entidades: Banrisul, Comissão das Indústrias Fabricantes de Equipamentos para a Pecuária do Leite do Simers (Ciepel/Simers), Conseleite/RS, Cooperativa Piá, Emater/RS-Ascar, Embrapa, Farsul, Fecoagro, Fetag-RS, Fundesa, gabinete do deputado estadual Zé Nunes, Ministério da Agricultura, Sebrae, Secretaria da Fazenda, Sindicato Rural de Venâncio Aires e Sindilat.

Não é apenas a entressafra que explica a inflação dos lácteos no Brasil.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada.

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER