A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, nesta semana, painéis virtuais de levantamento de custos de produção de pecuária de corte, em Guarapuava e Cascavel (PR); de pecuária de leite, em Tenente Portela e Pelotas (RS); e de grãos, em Balsas (MA).
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, nesta semana, painéis virtuais de levantamento de custos de produção de pecuária de corte, em Guarapuava e Cascavel (PR); de pecuária de leite, em Tenente Portela e Pelotas (RS); e de grãos, em Balsas (MA).

Os eventos foram realizados em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e fazem parte do Projeto Campo Futuro, que analisa as informações obtidas a partir da realidade produtiva apresentada pelos produtores.

Participam dos encontros virtuais (medida de segurança para evitar o contágio do coronavírus) representantes das federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos rurais dos municípios e produtores rurais. Os dados obtidos são preliminares.

Pecuária de corte – Em Guarapuava, o painel avaliou os custos dos pecuaristas na cria e no ciclo completo em propriedades que realizam integração lavoura-pecuária.

Na cria, o que mais pesou em relação aos Custos Operacionais Efetivos (COE) foram os gastos com a aquisição de animais (21,8%), seguido da suplementação mineral (20%) e dos insumos com a pastagem (15%).

No ciclo completo, a aquisição de animais também representou o maior valor do COE, com 49%, seguidos da alimentação e insumos da pastagem.

O encontro realizado em Cascavel apontou que na atividade de cria, os itens que mais afetaram no desembolso dos pecuaristas de cria foram mão de obra (48%), suplementação mineral (12,4%) e insumos utilizados na pastagem (5,5%).

Nas propriedades de recria e terminação, o principal custo foi com a reposição de animais (57,6%), insumos aplicados no pasto e mão de obra.

“De maneira geral, em ambos os sistemas produtivos, os desembolsos com depreciação e pró-labore do produtor foram cobertos. Mas mesmo com as margens bruta e líquida positivas, eles não conseguiram cobrir os custos totais da atividade”, disse o assessor técnico da CNA, Guilherme Souza Dias.

Pecuária de leite – No município de Tenente Portela, os resultados apontaram um COE de R$ 1,23/litro, com receita média de R$ 1,80/litro. A alimentação representou 43,6% da receita recebida pelo leite. De acordo com Dias, o custo operacional girou em torno de R$ 1,59/litro, mas os custos totais foram de R$ 1,88/litro.

Em Pelotas, foi identificado um cenário mais preocupante para a atividade leiteira. A receita girou em torno de R$ 1,65/litro, durante o ano de 2020, valor muito próximo dos desembolsos realizados pelos produtores.

“O estado enfrentou uma forte estiagem, o que comprometeu bastante a produção de forragens, de silagem e de alimentos. Chamou muito a atenção que 75% da receita oriunda da venda do leite está sendo comprometida com a alimentação do rebanho”, afirmou o assessor técnico da Confederação.

Grãos – O painel levantou os custos de soja RR e Intacta e do milho 1ª e 2ª safra no município maranhense de Balsas. De modo geral, o resultado da safra 2020/2021 foi considerado positivo e, tanto a soja quanto o milho, conseguiram pagar o custo total da atividade já considerando o custo da terra.

Segundo o assessor técnico da CNA, Fábio Carneiro, os custos com fertilizantes, defensivos e sementes representaram 59% do custo operacional efetivo da soja Intacta da região. Também foi observado que a pressão com a ferrugem e o percevejo foi mais intensa nesse ano nas lavouras de soja.

Para o milho 2ª safra, as produtividades médias apontadas foram de 70 sacas/hectares, considerados relativamente bons para a região. Os fertilizantes são o principal item do custo operacional efetivo do milho 2ª safra, com peso de 26%.

No milho 1ª safra, as produtividades médias apontadas foram de 150 sacas/ha, apesar da presença da cigarrinha e do percevejo mais observadas no campo. O custo operacional efetivo do milho 1ª safra aproximou-se de R$ 5 mil/ha.

Aumento acumulado nos últimos 12 meses atingiu 39,72%, aponta a Embrapa

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