Cansados de irem ao Centro para achar produto artesanal, eles abriram negócio que tem de tudo um pouco.
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Elizabete e José seguram produtos vendidos no local. (Foto: Paulo Francis)

O casal Elisabete Ramires, 50 anos, e José Carlos Júnior, 48 anos, queriam encontrar o lugar ideal, onde pudessem beber cerveja, degustar um bom salame e queijo artesanal. Por morarem longe do Centro de Campo Grande, o acesso aos estabelecimentos com produtos artesanais era complicado, então, eles deram um jeito de matar a vontade e, de quebra, investirem no próprio negócio.

Há dois anos e quatro meses, eles criaram a Casa JB Produtos Coloniais, que vende de tudo um pouco. No estabelecimento, o casal comercializa vinho, cachaça, licor, queijo, salame, doces caseiros, pimenta e até manteiga de garrafa. Alguns dos principais produtos vêm diretamente do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.

Bete, como é conhecida, comenta o início da história do estabelecimento. “Essa necessidade surgiu de nós, porque gostamos de tomar uma cervejinha. A gente procurava um salame, um queijinho, não tinha, porque era tudo lá para o Centro. Aí ele (José), reformou nossa casa e decidimos montar a loja”, conta.

Casal transformou fundo da residência para receber clientes. (Foto: Paulo Francis)

De acordo com José, o lugar nasceu com a proposta de remeter a algo rural e artesanal. “A gente queria um negócio de sítio, um doce caseiro e toda vez, tínhamos que ir ao Mercadão. Eu falei: ‘Bete, deve mais gente que pensa igual a gente, vamos montar uma loja. Aí, fomos na cara e na coragem, começamos devagarinho’”, diz.

A princípio, o casal iniciou as vendas na calçada da propriedade com o apoio de um carrinho de boi. Na mesa, os dois colocavam os queijos e salames à mostra e anunciavam para quem passasse na rua. Além da calçada, o comércio só contava com uma peça, porém o sucesso foi tanto que acarretou na ampliação do espaço.

Hoje, o fundo da residência foi transformado em área de lazer para receber os clientes. Com direito a cascata, lago de carpas, pergolado com plantas e bar feito de paletes, os clientes podem sentar nas cadeiras de madeira, tomarem uma bebida e curtirem o ambiente. “Já que trouxemos aqui para dentro, quisemos fazer uma coisa diferente, um negócio bacana”, explica Bete.

Feito de paletes, bar tem cachaça e licor. (Foto: Paulo Francis)

Por hora, a única coisa que não dá para fazer no local é comer, mas o casal adiantou que faz parte dos planos trabalhar com cardápio e servir o público. “Estamos esperando passar a pandemia ainda”, afirma José. Enquanto esse momento não chega, não faltam opções de produtos para a galera levar para casa.

Queijo trufado com requeijão, queijo parmesão, provolone com lombo, queijo desidratado, queijo coalho, provolone desidratado e queijo com goiabada são algumas das opções de laticínios. Para completar, tem o salame produzido em Minas Gerais.

Na parte das bebidas, os vinhos secos e suaves também são da Região Sul do País, enquanto outros têm rótulo internacional. Já as cachaças de alambique apresentam diversos sabores, como mel, rapadura, banana, canela, jabuticaba e jambu. De amarula e amendoim, os licores têm espaço garantido no bar. Os preços das garrafas variam de R$ 26 a R$ 36.

Adega tem vinhos nacionais e internacionais. (Foto: Paulo Francis)

Para fazer a alegria daqueles que gostam de doce, Bete e José tem um estoque especial de vidros cheios. Fora o tradicional doce de leite, alguns têm misturas com amendoim, morango, goiaba e ameixa. Rapadura, doce de figo, queijadinha, goiabada cremosa e mel completam o menu.

Devido à localização, Bete relata que muitas pessoas desconhecem o negócio. Apesar de terem clientes fiéis, que, inclusive, moram do outro lado da cidade, muitos visitam o estabelecimento para descobrir sobre o que se trata. “Muita gente não sabe que estamos aqui, tem gente que para por curiosidade, pensa que é pequeno e se surpreende. Eles falam que  a decoração remete ao Sul, porque lá tem muita casa colonial”, fala.

Juntos há cinco anos, o empreendimento é o primeiro do casal. Unidos pelas paixões em comum, José garante que os dois se completam na rotina de serviço. “A gente trabalha junto e se dá superbem. Eu gosto de cuidar dos salames, ela dos queijinhos. Assim, vamos atendendo”, conclui.

A Casa JB Produtos Coloniais está localizada na Avenida Lúdio Coelho, 2650, Bairro Jardim Oliveira 3. O estabelecimento fica entre as Ruas Petrópolis e Mogi Mirim. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 9h às 19h e sábado, das 9h às 12h30.

Tábua com salame e queijos. (Foto: Paulo Francis) 

A cadeia láctea tem sua dinâmica moldada por vários aspectos, os quais refletem diretamente no preço do leite pago aos produtores.

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