Os municípios de Castro e Carambeí, na região dos Campos Gerais, reconhecidos nacionalmente pela alta produtividade da bacia leiteira, seguem ampliando a produção pecuária ano a ano.
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Ordenha e gado leiteiro. - Foto Jonas Oliveira

Enquanto Castro lidera a produção de leite no país, Carambeí é a terceira, e se aproxima da segunda colocada

Os municípios de Castro e Carambeí, na região dos Campos Gerais, reconhecidos nacionalmente pela alta produtividade da bacia leiteira, seguem ampliando a produção pecuária ano a ano. Em 2018, Castro seguiu na liderança nacional, como o município que mais produziu leite no país, enquanto que Carambeí manteve a terceira colocação, se aproximando da segunda colocada, Patos de Minas (MG). Fruto de uma genética avançada e aprimorada ao longo de décadas, ambas as cidades estão no topo, entre as cidades com o maior rendimento por animal, superando a marca de 8 mil litros de leite por vaca no ano, média quatro vezes superior à nacional (2 mil). Os números são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), referentes a 2018, divulgada na última sexta-feira (20) pelo IBGE.

No decorrer do ano passado, Castro registrou uma produtividade total de 292,4 milhões de litros de leite, basicamente 100 milhões de litros a mais que a segunda colocada, com 192,9 milhões extraídos na cidade mineira. Carambeí teve um grande crescimento na produção de leite em 2018, ao passar de 160 para 180 milhões de litros, o que representa um acréscimo de 12%. Com isso, a distância dela para Patos de Minas, que era superior a 31 milhões de litros, foi reduzida para apenas 12 milhões, afinal, o município mineiro registrou um incremento de 0,8% no ano passado. Castro elevou em quase 30 milhões a sua produção, elevando em 10,7% os 264 milhões extraídos dos animais em 2017.

No decorrer dos últimos dez anos, Carambeí teve a maior elevação na produção entre as dez cidades maiores produtoras do Brasil. No município, a produção mais de que dobrou, registrando uma elevação de 114,7%, ou seja, um incremento anual médio superior a 11%. Entre as mesmas dez, a segunda cidade com maior elevação foi Castro, onde o incremento foi de 76,1%. Patos de Minas (MG), a segunda colocada, teve um incremento de 40,3% no período.

No Brasil, foram 33,8 bilhões de litros fabricados no ano passado. Em relação a essa produção nacional, Castro produziu quase 1% de todo o montante. Não à toa o município foi reconhecido pelo Governo Federal como a Capital Nacional do Leite. Em riquezas, o leite gerou R$ 449,7 milhões aos produtores de Castro.

Sul tem maior média de rendimento

O Sul do Brasil foi a região que mais produziu leite no país, com 11,5 bilhões de litros, 34,2% do total nacional. Embora Minas Gerais seja o estado maior produtor, com 8,9 bilhões de litros, o dobro do Paraná, 2º colocado, com 4,3 bilhões de litros, cabe destacar que o Rio Grande do Sul é o 3º maior produtor (4,2 bilhões) e Santa Catarina o 5º maior (2,9 bilhões). O Sul também tem a maior média de produtividade por animal, na casa de 3,4 mil litros no ano. Com isso, consegue ter uma produção maior que o Sudeste, mesmo com um rebanho 30% inferior (3,3 milhões de cabeças no Sul e 4,7 milhões de cabeças no Sudeste). O Nordeste tem um rebanho semelhante ao Sul (3,3 milhões de animais), mas a produção foi 62,6% inferior (4,3 bilhões de litros).

Município Litros

Castro (PR) 292,4 mi

Patos de Minas (MG) 192,9 mi

Carambeí (PR) 180,2 mi

Patrocínio (MG) 148,3 mi

Coromandel (MG) 123,0 mi

Pompéu (MG) 116,1 mi

Orizona (GO) 110,0 mi

Prata (MG) 105,7 mi

Lagoa Formosa (MG) 98,8 mi

Unaí (MG) 95,2 mi

Como em quase todos os aspectos da vida, o que é bom é bom porque está em equilíbrio: a dieta mais completa, mais ecológica e mais barata possível dentro dessa completude será composta de animal, com o leite desempenhando um papel de liderança, e vegetal.

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