As expectativas sobre o preço do leite ao produtor captado em junho e pago em julho apontam para nova elevação, de cerca de 5%.
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As expectativas sobre o preço do leite ao produtor captado em junho e pago em julho apontam para nova elevação, de cerca de 5%. É o que informa o Boletim do Leite de julho do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Ainda segundo o boletim, divulgado nessa terça-feira (20), o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira registrou alta de 0,5% em junho na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), refletindo as valorizações dos adubos e da suplementação mineral durante o mês. Já os suplementos minerais subiram 5,19% em relação a maio.

“No primeiro semestre de 2021, o custo de produção da pecuária leiteira acumulou alta de 11,49%, influenciado, principalmente, pela valorização dos grãos e alta do câmbio, que, por sua vez, encarece os insumos produzidos com matéria-prima importada”, ressalta o boletim.

Leia, abaixo, as análises da Equipe Leite do Cepea sobre os preços aos produtores em julho e custos de produção da atividade leiteira no mês e no primeiro semestre do ano:

Preço ao produtor deve permanecer em patamares elevados em julho

Juliana Santos e Natália Grigol//Da Equipe Leite do Cepea

De acordo com as pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço pago ao produtor de leite atingiu a quarta alta consecutiva em junho, fechando a “Média Brasil” líquida em R$ 2,201/litro, aumento de 7,5% em relação ao mês anterior (valores reais deflacionados pelo IPCA de jun/21). E as expectativas sobre o leite captado em junho e pago ao produtor em julho apontam para nova elevação, em torno de 5%.

De janeiro a junho de 2021, a média de preços esteve 34,2% acima do mesmo período do ano anterior, resultado da menor disponibilidade de matéria-prima no campo. A limitação da oferta se dá em consequência da forte estiagem em importantes bacias leiteiras e da alta expressiva nos custos de produção.

Segundo pesquisas do Cepea, houve expressivo aumento de 11,5% nos custos de produção na “Média Brasil” no primeiro semestre de 2021 frente à primeira metade de 2020, resultado das valorizações dos grãos e do dólar. Vale destacar que a desvalorização do real frente às moedas estrangeiras resultou não somente no aumento das exportações de grãos e na diminuição da oferta doméstica como também encareceu os insumos produzidos com matéria-prima importada, como é o caso de adubos e corretivos e sais minerais. Porém, com a ligeira valorização do real no último mês, o preço do concentrado na “Média Brasil” registrou pequena queda em junho. No entanto, os consecutivos meses de perda nas margens do produtor levaram muitos pecuaristas a diminuírem os investimentos na atividade, uma vez que o estímulo da alta nos preços do leite não tem garantido rentabilidade como em anos anteriores.

Do lado da indústria, o repasse da valorização no campo para o consumidor segue conflituoso devido à demanda enfraquecida e ao menor poder de compra dos brasileiros. Laticínios e cooperativas têm mantido os estoques enxutos por conta de sua margem espremida, de modo a conseguirem maior poder de barganha para elevar preços. Em junho, as cotações do queijo muçarela, leite UHT e leite em pó negociadas no atacado de São Paulo aumentaram 16,1%, 8,6% e 2,6%, respectivamente, em relação a maio/21. Esse resultado deve sustentar a alta de preços ao produtor pelo leite captado em junho e pago em julho.

No entanto, o movimento altista no mercado de derivados lácteos tem perdido força em julho, por conta dos elevados patamares de preços associados à demanda fragilizada. Junto a isso, os volumes de lácteos importados nos últimos meses devem diminuir a forte competição entre indústrias pela compra de leite no campo. Isso já foi sinalizado pelo desempenho do mercado spot (leite negociado entre indústrias) em julho. A pesquisa do Cepea mostra que, em Minas Geais, o leite spot registrou média de R$ 2,52/litro em julho, queda de 9,4% frente a junho. Esse resultado evidencia o controle do volume estocado das indústrias, indicando possíveis recuos nos preços da matéria-prima para agosto em relação ao leite captado em julho.

Custo da pecuária leiteira sobe 11,49% no 1º semestre de 2021

O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira registrou alta de 0,5% em junho na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), refletindo as valorizações dos adubos e da suplementação mineral durante o mês. Para os suplementos minerais, a alta dos preços na “média Brasil” foi de 5,19% em relação a maio. No primeiro semestre de 2021, o custo de produção da pecuária leiteira acumulou alta de 11,49%, influenciado, principalmente, pela valorização dos grãos e alta do câmbio, que, por sua vez, encarece os insumos produzidos com matéria-prima importada.

A valorização do fosfato, componente das misturas minerais, e o aumento da demanda no campo, típico nos meses mais secos do ano, elevaram as cotações dos minerais. Cooperativas e casas agropecuárias relataram atraso nas entregas da indústria devido a problemas de logística e de redução na oferta de matéria-prima. No primeiro semestre, as cotações dos suplementos minerais acumularam alta de 15,66% na “média Brasil”. Os estados que apresentaram as maiores variações mensais nos custos com insumos foram Bahia (17,59%), Paraná (7,25%) e São Paulo (5,39%). Vale ressaltar que os suplementos minerais representam entre 3 e 6% do COE das propriedades. Para adubos e corretivos, os custos subiram 2,85% em junho, influenciados pela falta de matéria-prima para produção e pelos elevados preços no mercado internacional, que, até junho, apresentavam aumento de 27,61% no acumulado do ano.

Quanto ao concentrado, em junho, o custo mensal registrou queda pela primeira vez no ano, de 0,53% na “média Brasil”. Minas Gerais teve a maior influência sobre o resultado nacional, visto que registrou queda de 1,73% nos custos com ração, que, por sua vez, refletiu a ligeira retração dos preços dos grãos e derivados. Para São Paulo e Rio Grande do Sul, o cenário foi de estabilidade de preços, após as sucessivas altas registradas nos meses anteriores. E em Santa Catarina, Goiás e no Paraná, as cotações dos concentrados subiram respectivamente 0,94%, 0,86% e 0,63%.

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