Leitores relataram que laticínio tem ficado fora da lista de compras para tentar aliviar o bolso
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Quem vem acompanhando a escalada de preços nos alimentos também sentiu diferença na hora de comprar leite e derivados em todo o Mato Grosso do Sul. Em resposta à enquete do Campo Grande News desta terça-feira (27), leitores relataram que perceberam o aumento no valor dos laticínios e quilo do queijo chega a custar mais de R$ 50 no interior, como em Maracaju, onde, segundo relato de Soneli Paes Romero, o valor chegou a R$ 55.

Noventa porcento dos participantes da consulta de ontem afirma que o leite e os derivados estão caros demais. Somente 10% respondeu que nem percebeu.

Para Henrique Cavichioni, de Costa Rica, as altas já são esperadas anualmente, mas 2020 surpreendeu negativamente também nesse sentido. “Todos os anos são assim, começa a seca e a muçarela sobe 300%. Aqui na minha cidade já está mais conta. Logo volta ao normal, só que esse ano passou do limite. Eu comprava por R$ 19 e até semana passada estava pagando R$ 37,80”.

Em Campo Grande, o relato tem sido de deixar o queijo de lado, ao menos por enquanto. Exemplo da decisão, Ursula Alves conta que foi ao supermercado e se assustou com o valor. “Estava R$ 52, um absurdo. Não compro”.

Novidade para uns e história já de meses para outros, o alto valor é justificado pelo período de seca. De acordo com Silani Ferreira, a “facada” no consumidor já completa mais de 90 dias. “Mais de três meses que o queijo está mais de R$ 55 o quilo. Se achar por menos é em atacadista, na peça grande, sem fatiar”, diz.

Já quem tem coragem de aceitar o alto valor defende a justificativa dos produtores. Hellen Cristie Arruda diz que chegou a pagar R$ 54 na Capital. “Se achei caro? Sim, eu achei, mas queria comer, comprei. Com essa seca, realmente afeta o produtor. Além de sal grosso bovino, tem gastos com feno e outros alimentos para suprir a falta de pastagem. O que é uma pena, mas infelizmente é a realidade”.

A explicação sobre a seca foi dada pelo analista técnico do Sistema Famasul (Federação da Agricultura e a Pecuária de Mato Grosso do Sul), Juliano Bastos. De acordo com ele, o período é marcado pela escassez de alimentos que são a base para a produção de leite, como as forragens tropicais, que impacta no sistema de produção a pasto.

 

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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