De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil tem 24 empresas habilitadas para exportação de leite em pó, leite condensado e queijos para a China.
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De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil tem 24 empresas habilitadas para exportação de leite em pó, leite condensado e queijos para a China.

O anúncio feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de abertura do mercado chinês para os produtos lácteos brasileiros deu novo ânimo ao setor. Com um cenário pouco favorável devido à queda do preço do leite, a cadeia produtiva de lácteos busca se consolidar no mercado internacional. O assunto foi discutido na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento rural da Câmara (CAPADR), nessa terça-feira, 29.

O deputado Celso Maldaner (MDB-SC), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), demonstrou preocupação com os produtores de leite do país e explicou que é preciso haver uma política agrícola direcionada para o agricultor familiar. “Nós vamos, num prazo de 5 a 10 anos, perder de 400 mil a 500 mil produtores de leite no Brasil. Ou seja, o governo precisa olhar para o setor, por ser muito importante, que gera emprego no país”, afirmou.

Maldaner, que pediu a realização da audiência pública, ressalta que a Subcomissão Permanente do Leite (Subleite), ligada a Comissão de Agricultura, é destinada a acompanhar, avaliar e propor medidas sobre a produção do leite no mercado. Para ele, é fundamental sensibilizar o Executivo no que diz respeito à necessidade de assistência técnica, infraestrutura e energia elétrica para os produtores que trabalham cada vez mais para o agro brasileiro.

O deputado ainda comentou sobre o enorme potencial do mercado chinês para a cadeia do leite do Brasil. “Tem um bilhão e quatrocentas mil pessoas lá. Se abre uma perspectiva muito grande para se exportar para o país asiático. Os grandes produtores de leite terão um futuro brilhante para exportar leite em pó, queijos, e derivados de leite. Mas é preciso criar competitividade e organizar a cadeia produtiva ao pequeno produtor”, finalizou o parlamentar catarinense.

O deputado Bosco Costa (PL-SE) concorda que a competitividade é uma questão crucial para alavancar a cadeia leiteira. “Não é justo que o leite do Brasil que vai para outros países tenha um preço elevado, é humanamente impossível. A gente precisa ter uma preocupação com as exportações, a China é o maior importador de leite do mundo”, atestou. Ele também relatou dificuldades da cadeia leiteira: “principalmente no Nordeste brasileiro, o produtor trabalha 15 horas por dia, de domingo a domingo, inclusive feriado”.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil tem 24 estabelecimentos aptos para exportação de produtos lácteos para a China. A deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), membro da FPA, disse que a habilitação dos chineses acontece em boa hora. “A abertura do mercado lácteo impulsionará a cadeia produtiva do leite, que está em dificuldades, e vai beneficiar cerca de 1,2 milhão de pequenos produtores”, disse.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), Marcelo Costa Martins, foi um dos convidados da audiência pública. Segundo ele, a cadeia leiteira brasileira produz 600 mil toneladas de leite em pó. Os chineses, que são os maiores importadores do alimento no mundo, compram 800 mil toneladas do produto. “Com a habilitação das unidades no Brasil, a expectativa é que o setor do leite possa exportar 4,5 milhões de dólares por ano em queijos, leite condenado, além do leite em pó”, comemorou.

Marcelo Martins ressaltou a parceria que existe entre a Viva Lácteos e a ApexBrasil e o Ministério da Agricultura para tornar efetiva a consolidação da relação com o mercado chinês. “Isso tem sido muito importante para que possamos avançar nas negociações. Hoje nós não somos importantes exportadores de lácteos, mas o mercado chinês é muito importante. As exportações são extremamente importantes para que continuemos crescendo a nossa produção de leite no Brasil”, esclareceu.

O diretor do Departamento de Promoção do Agronegócio Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alexandre Peña, explicou o que precisa ser feito para ampliar o setor de lácteos no Brasil. “É aproveitar as oportunidades que estão surgindo, como a abertura dos mercados internacionais, mas temos que nos preparar, capacitar o setor. É preciso de prazo para adaptação e isso vai mudar o patamar do setor de leite brasileiro”.

Peña afirmou ainda que a entrada do produto nacional na China colocará a cadeia leiteira em novo patamar. “Essa abertura com a China nos dá a oportunidade a começar a pensar de maneira ofensiva no setor lácteo e explorar a possibilidade de ampliação da nossa participação”. Se você considerar que o chinês consome cinco vezes menos leite do que o brasileiro, isso significa em um potencial muito grande”, analisou.

Na sua avaliação, como a China é um país em desenvolvimento, a população tem uma tendência de que agregar mais produtos a sua alimentação e o Brasil tem condições de atender a essa demanda. De acordo com o diretor do MRE, o Brasil é o 4° maior produtor de lácteos no mundo. Como consumidor, o país está na 5° posição.

De acordo com o deputado Zé Silva (SD-MG), a cadeia produtiva do leite está presente em 90% das propriedades, principalmente aquelas de pequeno porte. “Nós produzimos 34 bilhões de litros de leite e estamos entre os primeiros produtores de leite do mundo e é preciso resolver alguns gargalos.  Eu defendo que o produtor tenha maior rentabilidade pra dentro da porteira”, destacou.

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