A atividade leiteira não precisa, necessariamente, restringir-se a produção e venda do leite. Obter o leite compõe o “primeiro vagão na locomotiva do setor lácteo”.
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Ele é o combustível responsável por girar a engrenagem da cadeia produtiva do leite, uma vez que proporciona a matéria-prima do setor, o ponto de partida para qualquer “destino”, digo, produto.

Contudo, os produtos não precisam ser desenvolvidos apenas no “segundo vagão”, ou seja, nas indústrias. É possível agregar valor ao leite ainda dentro da propriedade, por meio da verticalização da produção.

Verticalizar, no caso do leite, significa ser responsável por todos os elos da cadeia produtiva, desde a produção do leite, processamento e produção de derivados, até a chegada nas gôndolas dos supermercados.

No Brasil, existem vários casos de sucesso em verticalização da atividade leiteira. Um deles é a Granja Leiteira Eudes Braga, localizada na região do Cerrado, no Estado de Minas Gerais. A propriedade produz 8.000 litros de leite por dia que são utilizados na produção diária de uma tonelada de queijo artesanal.

Conversamos com Eudes, idealizador do negócio, a respeito de sua visão sobre a verticalização e consequente agregação de valor ao leite, aliada a uma maior rentabilidade para o produtor. Para ele, o produtor que consegue verticalizar pensa diretamente no mercado comprador. Isso proporciona maior valorização do seu produto, rentabilidade e lucratividade, uma vez que, com a verticalização, é possível pular uma etapa da cadeia: o mediador entre o produtor e o varejo. Ou seja, verticalizando, o produtor é o responsável por vender seu produto e contar sua história.

Assim, antes de apostar no sistema de verticalização, é necessário que se tenha em mente que o investimento não é apenas no produto, mas sobretudo na marca. E para criar e consolidar uma marca, é preciso começar de forma gradual.

“Como primeiro passo, o produtor deve avaliar o produto, degustar e ver a qualidade. A seguir, deve começar a inseri-lo no seu município e ver a aceitação dos consumidores. A partir disso, começar a ganhar espaço. Então, de forma simples, conhecendo e aprendendo todo o processo — fabricação, maquinário, logística, pessoas e mercado — o produtor poderá obter sucesso inserindo seu produto no mercado”.

Segundo Eudes, aliado ao domínio do processo, o conhecimento e investimento em marketing são fundamentais quando se trabalha com uma produção verticalizada. “Com o marketing deve-se convencer o consumidor de que o produto tem origem e segurança alimentar”, disse. Para ele, a preocupação com o meio ambiente, colaboradores, rotulagem, rastreabilidade (QR code) e a exposição dos produtos são fatores cada vez mais valorizados pelos consumidores.

Dessa forma, o produtor explica que o trabalho de marketing deve ser feito de “trás para frente”. “O produto que chega ao consumidor tem que ser único. Por isso, tomamos todos os cuidados, não apenas do ‘produto para frente’, mas também ‘do produto para trás’.”

É importante ressaltar que isso é válido para todos os casos de verticalização, produtos artesanais, como os queijos, e outros nichos como, por exemplo, leite A2A2orgânico, com selo ambiental e de bem-estar animal.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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