A mastite é uma das doenças com maior impacto na produção leiteira, pois gera uma série de prejuízos econômicos. Quando manifestada na forma clínica, leva a gastos com  medicamentos, perda de produção de leite e descarte do leite após o tratamento com antibióticos.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

A mastite é uma das doenças com maior impacto na produção leiteira, pois gera uma série de prejuízos econômicos. Quando manifestada na forma clínica, leva a gastos com  medicamentos, perda de produção de leite e descarte do leite após o tratamento com antibióticos. Já a mastite subclínica, pode impactar a produção e a qualidade do leite, diminuindo seu rendimento  para a  fabricação de produtos derivados lácteos, afetando a rentabilidade da propriedade.

Para enfrentar a patologia de forma efetiva é essencial à identificação do patógeno presente no rebanho. Uma ferramenta que vem sendo amplamente utilizada é a cultura na fazenda. O processo permite que os principais agentes causadores da mastite sejam identificados em 24 horas dentro da propriedade.  Desta forma, é possível definir a origem do problema, que pode ser ambiental, de manejo ou até mesmo nos equipamentos e, com isso, investir em estratégias de controle, tanto da mastite clínica quanto da subclínica.

A cultura microbiológica na fazenda une tecnologia e praticidade em prol do produtor. O processo é realizado de   forma simples: Ao identificar um animal com suspeita de mastite é feita a coleta de amostras de leite desta vaca.   Na sequência o material coletado é levado para o Smart Lab, mini laboratório de análises, que  possui área para   inoculação das amostras e estufa para incubação dos testes. No local o produtor utilizará o aplicativo OnFarm   para armazenar os dados do animal que está sendo avaliado.

Na sequência é feito o processo de inoculação, que consiste em transferir o leite coletado, com o auxílio de um   swab (cotonete estéril),  para a placa de cultura, que utiliza os meios cromogênicos (reação de cor) para   identificar de forma rápida e precisa os patógenos presentes na amostra que ficará incubada por 24hs.

Após este período é realizada a leitura da placa, que permitirá identificar se há a presença de bactérias na   amostra. O  aplicativo, mais uma vez, será um aliado no processo, ele irá  analisar o cultivo microbiológico   indicando o patógeno presente com acurácia acima de 90% para os principais agentes causadores da mastite

A agilidade no resultado permite que o produtor decida de forma estratégica o manejo que será aplicado. Se   antes o tratamento com antibiótico era a única alternativa viável, hoje, é possível utilizar a terapia apenas   quando necessário.

Isso contribuí não apenas para o uso racional de medicamentos como evita o surgimento de um outro problema: a resistência aos antibióticos.

Como a prevalência da mastite nos rebanhos é alta, a principal forma de tratamento utilizado para conter a infecção é a antibioticoterapia. Porém, sem a correta identificação do agente envolvido, o uso indiscriminado de antimicrobianos,  pode impactar na seleção de microrganismos mais resistentes.

Cerca de 50% dos casos de mastite clínica identificados na fazenda não necessitam de antibioticoterapia, seja porque o agente não está mais presente na glândula mamária, ou por ser um patógeno que tem uma alta taxa de cura espontânea, como por exemplo, as bactérias gram-negativas. Além disto, nos casos que envolvem protozoários e fungos o uso de antibióticos também não é necessário.

Já na mastite subclínica, ao identificar o agente presente no rebanho, o produtor pode atuar na causa do problema, compreendendo os motivos que estão levando a infecção das vacas e trabalhando em estratégias de manejo para mitigar os impactos da patologia. Em ambos os casos, a cultura é uma aliada indispensável para tomada estratégica de decisão .

Essa informação também permite que a propriedade implemente um trabalho preventivo, ao invés de apenas curativo, para que seja possível agir no foco das causas da enfermidade na propriedade e evitar que novas infecções aconteçam no rebanho.

Outra rotina que pode ser implementada na fazenda, em busca de uma melhora no processo produtivo é a realização de cultura microbiológica nos animais que apresentam aumento na Contagem de Células Somáticas (CCS) para que seja possível monitorar e constatar o que há de errado com o animal e agir diretamente na base do problema.

Ao trabalhar estes indicadores, a produtividade na propriedade irá melhorar significativamente, a sanidade é elevada, as vacas serão mais saudáveis, o leite produzido terá uma qualidade superior e o trabalho contribuirá para o crescimento de toda a cadeia leiteira.

No total, 57 prêmios vieram para o Brasil; produção do queijo mineiro já é reconhecido como patrimônio cultural imaterial.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER