O queijo é um dos derivados lácteos mais consumidos no mundo, representando em torno de 14% do consumo mundial desse segmento.
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Fonte: Pixabay

No Brasil, em 2020, 8,7 bilhões de litros foram destinados à sua produção, 34% de todo leite captado. Dentre os principais tipos de queijos consumidos no mercado nacional, destacam-se a Muçarela, o Queijo Prato e o Queijo Minas.

Após captarem o leite dos produtores, as indústrias produzem os queijos e comercializam o produto final em sua maioria com o varejo, como, por exemplo, supermercados. O varejo, por sua vez, realiza a venda direta para os consumidores.

Os queijos também podem ser comercializados diretamente em outros nichos de mercado, como as indústrias alimentícias e o Food Service, que é o mercado formado por toda cadeia de estabelecimentos especializada em preparar e servir refeições. Como exemplo, podemos citar pizzarias adquirindo muçarela ou indústrias de alimentos comprando requeijão culinário.

Essa comercialização afeta os preços pagos ao produtor de leite. Dependendo dos preços praticados no mercado e o volume de vendas dos produtos, as indústrias tendem a ter maior ou menor interesse por matéria-prima para produzir.

Se os preços praticados estiverem elevados e a procura estiver em alta, a tendência é a indústria querer produzir mais e, portanto, aumentar a quantidade de leite adquirido, podendo refletir em melhora para o produtor.

Além disso, indústrias que produzem queijos normalmente são relevantes no mercado de leite Spot.  Se o mercado de queijos passa a entregar margens ruins, as indústrias tendem a vender o leite adquirido dos produtores no mercado Spot. Este movimento amplia a oferta de leite matéria-prima, e se não for acompanhado por uma melhora em outros derivados, tende a gerar redução gradual nos preços do spot — e do leite matéria-prima num geral, afetando os produtores.

 

Momento atual

Os últimos meses — março e abril — foram de elevação nos preços praticados nas vendas de queijo, seja no fluxo entre indústria e varejo, seja no preço do produto na gôndola. Esta movimentação se justifica pela natural busca da indústria por maiores margens, além da forte restrição de oferta de leite no campo observada neste momento.

O aumento nos valores foi observado também nos mercados de outros derivados lácteos, impulsionando a busca das indústrias por leite spot – e acelerando os preços deste item. No campo, a tendência de maiores valores vem sendo replicada.

Nas últimas semanas, os preços mais elevados diminuíram o ritmo das negociações, tendo em vista o repasse do varejo ao consumidor final e o consequente menor apetite a compras por parte deste consumidor. Especula-se, portanto, que o preço dos queijos tenha chegado a um teto.

Espera-se que, a medida que as indústrias ajustem os valores, o ritmo das negociações cresça novamente — principalmente pensando nas medidas de incentivo a economia que tiveram início recentemente, como o saque antecipado do FGTS e o adiantamento do 13º aos aposentados.

Mais um mês se passou e outra nova peça de política foi colocada na frente dos agricultores para digerir.

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