A Diretoria do CONSELEITE-SC aprovou e divulgou os preços de referência do leite padrão de Santa Catarina para abril de 2020. Segundo o Presidente do CONSELEITE- SC, Sr. Valter Antonio Brandalise
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A Diretoria do CONSELEITE-SC aprovou e divulgou os preços de referência do leite padrão de Santa Catarina para abril de 2020. Segundo o Presidente do CONSELEITE- SC, Sr. Valter Antonio Brandalise, estamos vivendo um momento jamais experimentado e, que pela gravidade, tornouse delicado.

Representantes dos produtores reclamaram do custo de produção e da seca que provocou queda da produção, por outro lado a indústria também falou em aumento de custo e a significativa redução na demanda por lácteos com a paralização de alguns canais de venda e sistemas de distribuição. A produção de queijos, que inicialmente foi a mais atingida, já apresenta sinais de aumento no volume de vendas, mas os preços não renumeram a cadeia produtiva. Também, o leite UHT e leite em pó, que são muito importantes no MIX, começaram a sentir os efeitos da retração de consumo.

O valor de referência para o mês de março fechou em R$ 1,2974, e para o mês de abril a projeção ficou em R$1,3461, alta provocada pelas vendas do início do mês com preços melhores e pela mudança do MIX, provocada pela queda expressiva da venda de alguns produtos, como foi o caso dos queijos e outros produtos de valor agregado. Diante das dificuldades impostas pelo COVID19, é impossível prever o futuro e, por isso, é necessário que produtores e indústrias permaneçam em alerta, reduzam custos de produção e busquem um plano alternativo caso a situação venha a se agravar.

Nota técnica

Desde a sua constituição, o Conseleite divulga o valor de referência projetado para o leite que está sendo entregue no mês corrente, atendendo a uma antiga reivindicação dos produtores rurais para que as indústrias lhes dessem uma sinalização de preços futuros, para melhor administrar seus processos produtivos. Este fato foi muito importante na busca de uma relação “ganha-ganha” entre produtores de leite e indústrias de laticínios e, indispensável para a realização de investimentos duradouros no setor lácteo, a fim de garantir seu crescimento sustentável.

No Conseleite, o valor de referência projetado é calculado com base na efetiva comercialização dos derivados, durante as duas primeiras semanas do mês em curso. Isto sempre implica que o valor de referência final será maior que o valor de referência projetado, quando o mercado de derivados está em alta e, o inverso, quando o mercado está em baixa. No atual momento, o mercado lácteo está em baixa e certamente, na livre negociação da matéria-prima leite, os produtores rurais recebam oferta de preços mais baixos para a sua produção, em relação ao pagamento anterior. O inverso, vale lembrar, já ocorreu em períodos anteriores.

Neste sentido, o Conseleite alerta para as rápidas e inesperadas mudanças nos mercados dos derivados lácteos nesses tempos de pandemia do Covid-19. As incertezas sobre os rumos futuros desses mercados são muito grandes, e os principais derivados lácteos produzidos e comercializados pelas empresas participantes tem apresentado comportamentos diferentes, levando a diferentes capacidades de pagamento para com a matéria-prima leite aos produtores rurais. Neste momento, o subsetor mais prejudicado tem sido o de queijos, especialmente o muçarela em peças que normalmente são direcionadas para restaurantes, pizzarias, lanchonetes, entre outros, e que estão quase totalmente paralisados, e gradativamente os outros produtos do mix começam a sentir retração.

Assim, os resultados da projeção para o leite entregue no mês de abril, podem não se refletir nos preços efetivamente pagos aos produtores uma vez que, após um período de alta nos preços dos derivados no final de março e início de abril, motivada pelo aumento da demanda pelos consumidores temendo o desabastecimento, o mesmo se reverteu nas últimas semanas com indicação de baixa para diversos produtos importantes como o leite UHT, queijos, leite SPOT, entre outros.

A queda na demanda por lácteos também tem ampliado os estoques nas indústrias, que hoje tem como grandes desafios o financiamento destes estoques e a garantia na captação do leite “in-natura” produzido no país. Por enquanto não se observou descarte de leite no Brasil, ao contrário de outros países, mas as reduções nas vendas e nos preços exige cautela por parte de toda a cadeia produtiva.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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