Técnica intensifica o uso da pastagem na alimentação das vacas, o que melhora o bem estar animal e traz mais produtividade.
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Uma fazenda do interior de São Paulo virou referência na produção de leite. A atividade chama atenção em todos os aspectos: vacas com genética boa, manejo caprichado, ordenha moderna e muito cuidado com a pastagem, que é irrigada o ano todo.

 

O resultado não poderia ser outro: bem estar animal e mais produtividade para o criador.

A propriedade de uma família de criadores fica em Mogi Mirim, em uma área de 1.200 hectare, que conta com 3 mil cabeças de gado, sendo 800 vacas da raça girolando, que produzem leite a pasto, o chamado “leite verde”.

A ideia dos pecuaristas que tocam a propriedade é colocar o maior número de vacas pastando no mesmo espaço, atualmente este índice é de 16 animais por hectare (10 mil metros²), em um sistema intensivo, com rodízio dos pastos.

Três pivôs de irrigação garantem a qualidade da área, sem isso não seria possível ter um aproveitamento tão bom da área. O investimento foi de R$ 7 mil por hectare, e valeu a pena. Como comparativo, as fazendas da região sem irrigação tem uma taxa de ocupação de 3 animais por hectare no verão e apenas 1 no inverno.

O agrônomo André Luís Breda explica que o investimento garante mais produtividade, o que acaba diminuindo os custos de produção no final. Cada vaca da propriedade produz 24 litros de leite por dia.

A ideia é produzir um leite de vacas livres, mais próximas da realidade do que o animal nasceu pra fazer.

Sustentabilidade sem preço

O mercado ainda não paga a mais pelo leite verde, mas a fazenda aposta que a sustentabilidade vai fazer diferença no futuro.

E, para ser sustentável, o uso da água também tem que ser racional. A principal fonte de água dos 6 pivôs da fazenda (3 para produção de grãos e 3 para o pasto) vem de um conjunto de nascentes que passam pela propriedade.

A segunda fonte é a água da chuva, que é captada por sistema da propriedade. Em último caso, os pecuaristas têm autorização ambiental para bombear água do Rio Mogi. Não é a melhor opção porque aumenta o custo da energia elétrica, mas vira uma solução na época de seca.

A fazenda trabalha com o conceito de “pulmão hídrico”, que é manter reservas para não sobrecarregar o rio, e até devolver água para lá quando a represa da propriedade estiver com volume alto.

Boa genética

Cerca de 20% da renda da empresa vem do comércio de embriões, cada um sai por mais ou menos R$ 350. A meta é aumentar ainda mais as vendas.

O melhoramento genético parece um sonho impossível para pequenos produtores, mas a fazenda vê neles uma chance de aumentar as vendas.

E é assim com sustentabilidade, genética e muito cuidado que o leite verde vai buscando seu espaço pelo grande celeiro que é o Brasil.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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