Já preço pago ao produtor subiu apenas 6% no mesmo período.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Segundo pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) desde o início do ano os custos de produção vem pressionando a atividade leiteira. No período a alta foi de 14% enquanto o preço do leite pago ao produtor avançou 6%.

Em relação aos insumos a estiagem prejudica a alimentação volumosa do rebanho e reflete na elevação sobretudo dos insumos ligados ao manejo nutricional (como concentrado e suplementação mineral), e tem desestimulado investimentos na atividade e, consequentemente, impedido um ajustamento rápido da oferta à demanda.

Em agosto o preço do leite ao produtor voltou a subir devido a competição das indústrias pela compra de matéria-prima. O leite captado em agosto e pago ao produtor em setembro teve avanço de 1% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 2,3827/litro na Média Brasil líquida, 2,5% acima da registrada em setembro de 2020, em termos reais. Trata-se, também, de um novo recorde real da série histórica do Cepea.

O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea avançou ligeiro 0,89% de julho para agosto, puxado pelos aumentos no Rio Grande do Sul, de 4,2%, e no Paraná, de 1,6%. Vale lembrar, no entanto, que, no mesmo período do ano passado, a captação das indústrias consultadas pelo Cepea havia crescido 3,88% (2,9 pontos percentuais a mais que atualmente).

Agentes de mercado consultados pelo Cepea afirmaram que a demanda por lácteos não se recuperou como previsto e que as negociações estão enfraquecidas desde a segunda quinzena de agosto. Com a matéria-prima mais cara e com dificuldades em realizar o repasse da alta no campo ao consumidor, as indústrias de laticínios têm intensificado a concorrência na venda de derivados.

A pressão dos canais de distribuição tem resultado em desvalorização dos lácteos, prejudicado a capacidade de pagamento dos laticínios. Além da demanda enfraquecida, o aumento das importações pode frear o movimento de valorização do leite ao produtor no próximo mês. Porém, tudo irá depender das condições climáticas e do volume de chuvas no período.

Deputado federal goiano conseguiu aprovar proposta que tramitava desde o início de 2019 em defesa de um mercado equilibrado na indústria láctea.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER