A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) voltou a usar a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para cobrar do Governo medidas de estímulo e incentivo à agricultura familiar.
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Deputada Luciana Rafagnin (PT). Créditos:Dálie Felberg/Alep

A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) voltou a usar a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para cobrar do Governo medidas de estímulo e incentivo à agricultura familiar, em especial, neste momento, de maneira emergencial, às famílias produtoras de leite e às cooperativas do segmento, fornecedoras de alimentos para a merenda escolar. “O alto custo dos insumos agrícolas e o aumento exagerado de tarifas como as da energia elétrica, de água, o aumento sucessivo nos preços do gás de cozinha e dos combustíveis, são alguns fatores que têm tornado insustentável a produção de alimentos e desmotivado milhares de famílias no estado e no país”, disse a deputada, que é líder do Bloco Parlamentar da Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa.

Em setembro, durante a prestação de contas do segundo quadrimestre pelo secretário de estado da Fazenda, Renê Garcia Junior, a deputada reivindicou que o Governo destinasse parte do superávit do estado ao socorro da agricultura familiar. “O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, mas uma parcela grande dessas famílias tem abandonado a atividade e parado de trabalhar com esse importante produto para a segurança alimentar e nutricional do nosso povo”, alertou Luciana. “A agricultura familiar merece essa atenção e reconhecimento. É esse o segmento responsável por cerca de 80% dos alimentos que chegam à mesa da população, por 77% dos empregos gerados no campo e, como consequência, por movimentar a economia local e muito especialmente a dos pequenos municípios do interior”, acrescentou.

Em seu pronunciamento, na sessão do Legislativo Paranaense, a deputada ainda destacou a relevância da agricultura familiar para o estado e para o país no enfrentamento de um cenário preocupante pelo empobrecimento e desemprego crescentes. “Somos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, com aproximadamente 20 milhões de pessoas passando fome, em situação de insegurança alimentar. Alguma coisa está errada!”, disse. “Se nada for feito, esse drama vai aumentar. É preciso que o Estado aporte recursos para socorrer agricultores familiares, cooperativas e famílias que trabalham na produção do leite”, concluiu.

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