A Câmara dos Deputados está ganhando um novo colegiado em defesa do setor rural. É a Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite, que está em fase de coleta de assinaturas para sua instalação.
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Deputado Major Vitor é um dos articuladores do novo colegiado da Câmara – Foto: fabio Pozzembom/ABr

 

A Câmara dos Deputados está ganhando um novo colegiado em defesa do setor rural. É a Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite, que está em fase de coleta de assinaturas para sua instalação. O objetivo da frente é acompanhar a política nacional de produção de leite e incentivar programas e ações públicas, visando tornar a cadeia ainda mais competitiva para continuar oferecendo um produto saudável, de qualidade e a preços acessíveis aos consumidores brasileiros, além de buscar o aumento das exportações.

O requerimento de registro da frente, que já está no sistema de coleta de assinaturas do Legislativo, foi apresentado à Mesa Diretora pelo deputado Vitor Hugo (GO), líder do PSL na Câmara. Também assinaram o documento os seguintes parlamentares: Aline Sleutjes (PSL-PR), Ronaldo Santini (PTB-RS), Sanderson (PSL-RS) e Carla Zambelli (PSL-SP).

A criação da Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite foi articulada, nos últimos meses, pelos parlamentares e pela base produtora, com a participação dos movimentos Construindo Leite BrasilInconfidência LeiteiraUnião e Ação e Aliança e Ação, entre outros, que reúnem milhares de pecuaristas em grupos nas mídias sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp.

A ideia é abrir um novo espaço de fortalecimento da cadeia leiteira, a fim de debater e propor políticas que deem sustentabilidade à atividade. Para a base produtora, a frente deve contribuir para evitar crises como a atual, provocada pelos altos custos de produção, elevadas importações de lácteos e queda nos preços do leite aos produtores, além de falta de previsibilidade no pagamento do produto pelos laticínios.

Entre as finalidades da frente, estão as de buscar o aperfeiçoamento da legislação sobre produção de leite; cooperar com entidades governamentais na seleção e acompanhamento das atividades que visem melhorar e inovar a produção de leite no país; incentivar a promoção de debates, simpósios, seminários e outros eventos relacionados à Política Nacional para a Produção de Leite; e promover o intercâmbio com outras frentes parlamentares, buscando o aperfeiçoamento recíproco.

Rafael Hermann (Construindo Leite Brasil), Awilson Viana (Inconfidência Leiteira) e Marco Sergio Batista Xavier (Aliança e Ação)

Mudanças necessárias

Segundo o produtor gaúcho Rafael Hermann, um dos coordenadores do Construindo Leite Brasil, a criação da Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite é fundamental para trabalhar de forma mais efetiva, com o comprometimento do Legislativo, ações voltadas ao fortalecimento do setor.

“Por isso, é fundamental que a frente se estruture para que possa desenvolver propostas que resultem em benefício para o produtor de leite”, ressalta Rafael. “A Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite é uma grande oportunidade para trabalharmos projetos estruturantes e, ao mesmo tempo, ações emergenciais voltadas à cadeia leiteira e aos produtores de leite.”

O produtor Awilson Viana, do Inconfidência Leiteira, acrescenta: “O produtor de leite vive uma outra realidade do agro. Não estamos aproveitando a maré alta das commodities. Pelo contrário, nossas vacas comem as comodities e nosso produto, o leite, é vendido em reais no mercado interno. Diante desta disparidade, a base dos produtores, os movimentos digitais, sentiram a necessidade de apoiar a criação da Frente parlamentar em apoio ao produtor de leite, a FPPL.” (leia, abaixo, a nota do Inconfidência Leiteira).

Marco Sérgio Batista Xavier, um dos coordenadores dos movimentos Aliança e Ação e União e Ação, que reúnem produtores de Goiás, ressalta que a FPPL surge para defender os “interesses republicanos da classe produtora de leite”. A frente, completa Marco Sérgio, será um fórum permanente de discussão de temas de interesse do setor, que envolve cerca de 1,2 milhão de pequenas, médias e grandes propriedades rurais e aproximadamente 5 milhões de pessoas. Com isso, sublinha, os protutores passarão a ter ainda mais protagonismo nos debates para o fortalecimento e estruturação da cadeia leiteira (leia, abaixo, a nota dos movimentos Aliança e Ação e União e Ação).

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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