“As políticas que encorajam dietas sustentáveis devem se concentrar em dietas à base de vegetais".
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Fotos: Mel Elías/Kim Gorga/Unsplash

De acordo com um estudo publicado em novembro na revista científica Plos One, uma dieta com carnes e laticínios gera 59% mais emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação com uma dieta à base de vegetais.

Além disso, segundo a publicação, só as carnes são responsáveis por 32% das emissões geradas a partir de uma dieta convencional. Em segundo lugar, estão os laticínios, que respondem por 14%.

“As políticas que encorajam dietas sustentáveis devem se concentrar em dietas à base de vegetais. Dietas mais saudáveis apresentam menores emissões de GEE, evidenciando a convergência entre a saúde planetária e a saúde pessoal”, destaca o estudo.

Os pesquisadores frisam que só a produção de alimentos é responsável por 30% das emissões globais de gases de efeito estufa e fazem outra observação:

“Dietas menos sustentáveis do ponto de vista ambiental também contam com mais alimentos processados, têm alta densidade energética e são pobres em nutrientes.”

Carne tem papel dominante nas emissões

O estudo destaca que uma dieta à base de vegetais com grãos integrais, frutas, leguminosas, oleaginosas e óleos insaturados é mais sustentável.

Também faz referência a outro estudo que revelou que esse tipo de dieta pode prevenir um quinto das mortes prematuras de adultos enquanto reduz as emissões de GEE.

“A carne desempenha um papel dominante nas emissões de GEE relacionadas à dieta, explicando a maioria das diferenças entre as emissões de GEE associadas às dietas vegetarianas e não vegetarianas e entre as diferenças nas emissões de GEE associadas às dietas de homens e mulheres.”

Homens têm uma dieta que chega a gerar até 41% mais emissões de GEE do que as mulheres, o que também tem relação com maior consumo de alimentos de origem animal.

Câncer de próstata e uso de medicamentos

Outras pesquisas recentes também apontaram benefícios de uma dieta à base de vegetais. De acordo com um estudo publicado em setembro no periódico da Associação Americana de Urologia (AUA), a dieta pode reduzir o risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

A conclusão é baseada em avaliações de 47.243 homens que tiveram acompanhamento de saúde por até 28 anos. “A priori, formulamos a hipótese de que uma dieta à base de vegetais estaria associada a um menor risco de cânceres avançados e letais, e entre os homens com menos de 65 anos.”

Já um estudo publicado em outubro no American Journal of Lifestyle Medicine, revelou que a adoção de uma boa dieta à base de vegetais tem reduzido o uso de medicamentos entre idosos.

A conclusão é baseada em uma pesquisa conduzida nos EUA pelo Drayson Center, da Universidade Loma Linda, na Califórnia, que comparou os padrões dietéticos com o número de comprimidos consumidos por 328 idosos.

Aqueles que adotaram uma dieta à base de vegetais, em média, utilizam 58% menos medicamentos em comparação com os participantes que têm uma dieta convencional, ou seja, com alimentos de origem animal.

A fraca demanda pressionou o valor, que caiu 0,6% no mês e 5,6% em 12 meses.

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