Trata-se da BRS 559RR e da BRS 546. A primeira cultivar é uma soja transgênica com tolerância ao glifosato, portanto, pode ser usada como refúgio em áreas de soja Intacta, enquanto a BRS 546 é uma soja convencional altamente produtiva.
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A BRS 559RR destaca-se pela resistência às principais doenças da soja, como à podridão radicular de phytophthora (Phytophthora sojae) - Fotos: Sandro Mesquita/OP Rural

O casamento entre agricultura e tecnologia não é algo recente, muito menos novidade para produtores e profissionais do ramo que fazem uso diariamente de muitas ferramentas tecnológicas para incrementar a produção e facilitar as rotinas de trabalho no campo.

As novas cultivares de grãos são constantemente aperfeiçoadas para obter o máximo potencial produtivo, de acordo com cada região e condições climáticas onde ela será inserida.

Com o intuito de levar soluções tecnológicas aos agricultores, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lançou recentemente duas cultivares de soja, ambas em parceria com a Fundação Meridional, e que estarão disponíveis a partir da próxima safra.

Trata-se da BRS 559RR e da BRS 546. A primeira cultivar é uma soja transgênica com tolerância ao glifosato, portanto, pode ser usada como refúgio em áreas de soja Intacta. A variedade apresenta excelente potencial produtivo e estabilidade de produção no Paraná (RECs 102, 103, 201). Por ser precoce e poder ser semeada antecipadamente, possibilita a sua inserção no sistema de rotação e/ou sucessão com outras culturas.

Ricardo acompanhado da esposa Vanessa Thurmann e do pai Ricardo Bahig Merheb, após apresentação das novas cultivares de soja da Embrapa durante o Show Rural Coopavel 2022.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Soja – Londrina (PR), Divania de Lima, a BRS 559RR apresenta ampla faixa de adaptação, ou seja, indicada desde o Estado de Santa Catarina até o Mato Grosso do Sul. “O produtor pode plantar cedo, logo nos primeiros dias de outubro que ela se desenvolverá bem”, destaca a pesquisadora e completa: “possui ampla janela de semeadura, trazendo maior flexibilidade ao planejamento dos produtores”, pontua.

De acordo com a Divania, o plantio antecipado da soja permite, automaticamente, antecipar também a próxima cultura. “Plantando no final de setembro ou início de outubro, o produtor consegue colher a soja a tempo de semear o milho safrinha dentro do período de maior produtividade”, salienta.

Livre de transgenia

A outra cultivar de soja lançada pela Embrapa é a BRS 546, uma soja convencional altamente produtiva. Conforme Divania, a variedade permite a semeadura antecipada, viabilizando sua inserção no sistema de sucessão e/ou rotação com outras culturas. “A BRS 546 se adapta bem tanto dentro do sistema de produção convencional, quanto no orgânico”, salienta a pesquisadora da Embrapa.

A BRS 546 pertence ao grupo de maturidade 6.0 e pode ser semeada em Goiás (RECs 301, 303, 401), Mato Grosso do Sul (RECs 204 e 301), Minas Gerais (RECs 301 e 303), Paraná (RECs 102, 103, 201, 202, 204), Rio Grande do Sul (REC 102) e Santa Catarina (RECs 102, 103).

 Tecnologia como aliada

A família do jovem agricultor Ricardo Bahig Merheb Junior planta soja, milho e trigo em uma área de aproximadamente 400 alqueires na cidade de Santo Antônio do Paraíso, região Norte do Paraná.

Ricardo acredita que as novas tecnologias representadas pelas cultivares lançadas pela Embrapa podem auxiliar na busca por melhor produtividade. “Buscamos estar sempre atualizados, principalmente na área de pesquisa para sabermos o que pode ser melhor na nossa propriedade”, comenta.

Mais um mês se passou e outra nova peça de política foi colocada na frente dos agricultores para digerir.

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