Entidades do agro em Mato Grosso fazem campanha para conscientizar os pecuaristas sobre a importância de adotar a segunda dose de imunização
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A brucelose ainda preocupa muitos pecuaristas em Mato Grosso. De alto impacto econômico, a doença causa problemas como abortos, mortes de bezerros recém-nascidos, partos de animais fracos, retenção placentária, repetição do cio, aumento do intervalo entre partos, infertilidade temporária ou permanente, entre outros. O índice de prevalência no estado caiu pela metade nos últimos 12 anos, mas ainda é considerado alto: atinge 5,1% das fêmeas com mais de 24 meses de idade. A ocorrência é maior em propriedades acima de 200 matrizes e com foco na produção de corte, e não de leite como muitos imaginam.

O cenário incomoda o setor produtivo, que tem se unido na divulgação de estratégias que possam minimizar os casos de brucelose até a sua total erradicação. Uma delas é o reforço da proteção do rebanho. “Durante muitos anos foi recomendado que o produtor vacinasse as bezerras de 3 a 8 meses de idade em dose única na vida do animal com a vacina B19. Nós conseguimos, com isso, reduzir significativamente a prevalência da doença no nosso estado. Só que pelas análises estatísticas, foi calculado que se utilizássemos apenas esta técnica, iríamos demorar muitos anos ainda para a tão sonhada erradicação da doença. Então, o que nós estamos preconizando é que o produtor revacine as bezerras, faça uma dose de reforço agora com uma outra vacina que se chama RB51 em novilhas um pouco antes da reprodução”, explica o diretor-técnico da Acrimat, Francisco Manzi.

A orientação é defendida por entidades como Famato, Indea, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Ministério da Agricultura, Embrapa e Fundo Estadual de Sanidade Animal que, assim como a Acrimat, integram o Comitê Consultivo sobre Brucelose Bovina de Mato Grosso. Instituído em 2017, o Comitê tem como meta acelerar o processo de erradicação da doença no estado… e a conscientização é um dos caminhos. Em julho, por exemplo, uma caravana técnica com representantes das entidades percorreu 14 municípios de Mato Grosso levando uma campanha educativa com foco nos produtores.

Na última quarta-feira, 04, mais uma ação reforçou o empenho nesta divulgação: a vacinação do rebanho de fêmeas da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop. Em volta do brete, lideranças do setor reunidas demonstrando a importância da adoção da segunda dose da vacina contra a brucelose como a solução mais segura para manter a propriedade livre da doença.

A cadeia láctea tem sua dinâmica moldada por vários aspectos, os quais refletem diretamente no preço do leite pago aos produtores.

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