Para participar do condomínio leiteiro, o produtor rural deve adquirir cotas no valor estimado de R$ 13 mil.
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O condomínio leiteiro é um novo modelo de negócio e está sendo implantado por uma cooperativa em Sooretama. Foto: Coopeavi

Está em fase final de implementação o primeiro condomínio leiteiro do Espírito Santo, um novo modelo de negócio para produção de leite. No empreendimento localizado em Córrego do Chumbado, área rural de Sooretama, cada cota para o investidor está estimada em R$ 13 mil e começam a ser vendidas em agosto deste ano.

As informações são da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), que tem mais de 18 mil cooperados. Pela iniciativa, os produtores de leite dividem o espaço, diminuindo os custos de produção, e recebem proporcionalmente, conforme a quantidade de cotas adquiridas, garantindo também padronização do produto.

A produção está estimada entre quatro e seis mil litros de leite por dia. O valor do investimento não foi divulgado, pois é um dado estratégico, segundo a cooperativa. O local pode abrigar em torno de 350 vacas e o processo de ordenha já está em funcionamento.

Competição com outras culturas

O gerente de Bovinocultura e Assistência Técnica da Coopeavi, Filipe Ton Fialho, disse que o crescimento do setor leiteiro brasileiro foi crucial para o desenvolvimento deste projeto.
“Em outros estados brasileiros, a produção de leite conta com terrenos exclusivos para o seu desenvolvimento, diferentemente do que ocorre no Espírito Santo. Aqui a produção leiteira tem que competir com outras culturas de plantio, como a cafeicultura e a produção de pimentas”, frisou.

O condomínio está localizado em uma área de 54 hectares. Foto: Coopeavi

Fialho acrescentou que as fazendas leiteiras brasileiras estão sendo modernizadas, com a aquisição de novas tecnologias que intensificam ainda mais a produção. “Assim, a Coopeavi idealizou este projeto, que é pioneiro no Estado, para que os produtores capixabas não percam espaço e tenham uma alternativa eficiente para comercialização de seus produtos”, salientou.

Produtores beneficiados

E complementou: “Agora, temos uma projeção de produção para quatro a seis mil litros de leite diariamente e, com o projeto em fase de pré-inscrição, estamos em um estágio de análise da quantidade de produtores a serem beneficiados. Entendo que direcionaremos nossos esforços para uma produção ampla, inovadora e sem perda de recursos pelos 54 hectares da iniciativa”.

O presidente da cooperativa, Denilson Potratz, ressaltou que o projeto vai garantir mais qualidade ao leite, preço justo e, consequentemente, mais qualidade de vida também para os produtores.

Equipamentos de última geração

“Todos os equipamentos serão de última geração para oferecermos o melhor produtor e assim melhorar a qualidade do nosso leite, gerando mais renda para os produtores que aderirem ao programa”, explicou.

Segundo informações da Coopeavi, o negócio utilizará tecnologia de ponta. Foto: Coopeavi

Para adquirir equipamentos como, por exemplo, resfriadores de leite, a Coopeavi realizou uma parceria com o Banco Capixaba de Desenvolvimento Econômico (Bandes) por meio de linha de crédito.

Soluções para o consorciado

Para o diretor de Negócios do Bandes, Marcos Kneip Navarro, essa é também uma oportunidade para os produtores que ainda não acessaram financiamentos. “Com essa facilidade de acesso a juros competitivos, estamos criando soluções para o futuro consorciado que pretende investir, já que os projetos podem ser elaborados pela própria cooperativa, de maneira mias simplificada e acessível ao produto”, pontuou.

O gerente de Negócios do Bandes, Ricardo Teixeira, destacou que o projeto é alicerçado no coletivo. “Famílias produzindo de forma independente, com dificuldades de mão de obra, vão passar a contar com a cooperativa, que as auxilia na produção e os animais recebem assistência técnica intensiva e alimento balanceado até a comercialização”, complementou.

 

 

O setor de pecuária leiteira no Brasil é de grande importância econômica e social para o país. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

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