“É preciso ter um olhar diferenciado para a cadeia leiteira, que visualize a considerável alta nos custos de produção e as constantes quedas nos preços pagos pelo litro, fatos que estão levando diversas famílias a abandonarem a atividade”
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Foto: Emater/RS-Ascar/Divulgação

“É preciso ter um olhar diferenciado para a cadeia leiteira, que visualize a considerável alta nos custos de produção e as constantes quedas nos preços pagos pelo litro, fatos que estão levando diversas famílias a abandonarem a atividade”, diz em nota a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), ao manifestar preocupação com a queda de de 4,40% no preço de referência do leite ao produtor no mês fevereiro, anunciada na terça-feira (23) pelo Conseleite/RS. A entidade também cobra do governo federal medidas de apoio à pecuária leiteira, que precisa de ajuda “antes que entre em colapso.”

A Fetag-RS diz reconhecer que houve reajuste no preço de referência, principalmente quando o valor pago em fevereiro de 2020 é comparado ao praticado no mesmo mês de 2021. “Mas, o custo produção subiu muito mais neste período. Para que se tenha ideia, apenas nos últimos seis meses, o valor a ração animal teve reajuste de 45% e os medicamentos tiveram alta de 40%. Nos dois primeiros meses de 2021, o preço do adubo foi reajustado em 20%. Todas essas altas, diminuem o lucro de famílias que dependem da atividade para sobreviver”, pontua a nota.

“O governo federal precisa olhar com atenção para o produtor de leite, com políticas que garantam uma rentabilidade justa, fazendo a sua parte principalmente no que se refere às importações do Mercosul, que inundam o mercado nacional numa concorrência desleal com nossos produtores”, ressalta o comunicado.

A federação também faz, na nota, um apelo aos laticínios.  “Para as indústrias, fica o pedido para que elas reconheçam o produtor e a sua produção ao não fazer leilões de leite por preços abaixo do custo de produção, valorizando o preço no momento das vendas aos supermercados e não deixando que o produtor fique com todo o prejuízo sozinho.”

Leia, abaixo, a íntegra da nota da Fetag-RS:  

Na manhã de terça-feira (23), foi realizada a reunião mensal do Conseleite. Na oportunidade, foi informado que a projeção do valor de referência do litro leite para o mês de fevereiro é de R$ 1,37, uma queda de 4,40% em relação ao mês de janeiro, quando ficou em R$ 1,43.

O novo valor de referência é um fator preocupante para a FETAG-RS, para o Movimento Sindical e para os seus Sindicatos filiados, pois as seguidas quedas nos preços acabam sendo sentidas apenas pelo produtor, já que as indústrias repassam o aumento nos seus custos apenas para quem produz e não para os supermercados.

O cenário atual é de preços mais baixos nas gôndolas, mas com prejuízos para o produtor, que está recebendo cada vez menos e pagando cada vez mais para poder produzir, praticamente inviabilizando a atividade leiteira no estado.

É preciso ter um olhar diferenciado para a cadeia leiteira e que visualize a considerável alta nos custos de produção e as constantes quedas nos preços pagos pelo litro, fatos que estão levando diversas famílias a abandonarem a atividade.

A FETAG-RS reconhece que houve reajuste no preço referência, principalmente quando comparamos o valor que era pago em fevereiro de 2020 com o preço praticado em fevereiro de 2021, porém, o custo produção subiu muito mais neste período. Para que se tenha ideia, apenas nos últimos 6 meses, o valor a ração animal teve reajuste de 45% e os medicamentos tiveram alta de 40%. Nos dois primeiros meses de 2021, o preço do adubo foi reajustado em 20%. Todas essas altas, diminuem o lucro de famílias que dependem da atividade para sobreviver.

Também se faz necessário salientar que, enquanto para algumas cadeias produtivas o momento é positivo, a do leite está em queda livre. Vale lembrar que os aumentos nas demais atividades acabam elevando os custos dos produtores de leite.

O governo federal precisa olhar com atenção para o produtor de leite, com políticas que garantam uma rentabilidade justa, fazendo a sua parte principalmente no que se refere as importações do Mercosul, que inundam o mercado nacional numa concorrência desleal com nossos produtores.

Para as indústrias, fica o pedido para que elas reconheçam o produtor e a sua produção ao não fazer leilões de leite por preços abaixo do custo de produção, valorizando o preço no momento das vendas aos supermercados e não deixando que o produtor fique com todo o prejuízo sozinho.

A cadeia leiteira precisa de ajuda antes que o setor entre em colapso, o que fatalmente irá ocorrer se mais e mais famílias abandonarem a atividade.

Campanha consumo de leite – A Campanha da 1ª Semana do Leite, prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro, foi o tema central da 18ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada nesta sexta-feira (17).

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