O setor de lácteos foi marcado por suas por altas em setembro no Brasil. De um lado, o aumento de 26% no volume de importações em relação a agosto, conforme dados divulgados pelo Ministério da Economia.
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O setor de lácteos foi marcado por suas por altas em setembro no Brasil. De um lado, o aumento de 26% no volume de importações em relação a agosto, conforme dados divulgados pelo Ministério da Economia. De outro, a elevação de 1,94% (ou 3 centavos) no valor pago aos produtores, na comparação com o mês anterior, de acordo com a “Média Brasil” líquida calculada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP).

O cálculo da “Média Brasil” é feito pelo Cepea considerando apenas os preços do leite recebido por produtores, sem frete e impostos, dos estados de BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS.

Importações

Com a alta de 26% no volume das importações, a “balança comercial láctea” atingiu em setembro o maior déficit dos últimos três anos, segundo o site MilkPoint.

“O volume internalizado de leite em pó (produto responsável por 68% das importações), impulsionado por Argentina e Uruguai (ambos fornecedores de 83,5% das importações lácteas brasileiras de setembro), aumentou 11,8% em setembro em relação ao mês anterior e 7,4% em relação a set/18. No acumulado do ano, as importações dos leites em pó já são 8,2% maiores do que 2018”, assinala o MilkPint.

Principais derivados lácteos importados em setembro

lacteos importacao pizza milkpoint
Arte: MilkPoint

Ainda de acordo com o site, houve elevação das vendas uruguaias frente às argentinas. “No último mês, o Uruguai aumentou 54,8% as exportações ao Brasil, enquanto a Argentina, 6,6%, apesar da produção menor em ambos os países.”

Quanto aos demais derivados, acrescenta o MilkPoint, ainda que tenha havido queda no volume internalizado de soro de leite (-9%), em setembro, as importações do produto foram 36% maiores do que set/18. Já “o volume importado de queijos subiu 3% no mês, porém, sofreu queda de 28% na comparação anual”.

gráfico leite media brasil setembro cepea
Cepea

Preço pago ao produtor

Após acumular queda de 12,1% em julho e agosto, o preço do leite recebido por produtores se valorizou em 1,94% (ou 3 centavos) em setembro, chegando R$ 1,3728/litro na “Média Brasil” líquida, informa o Cepea.

Esse foi a média paga pelos laticínios do BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS pelo produto captado em agosto.

Em relação a setembro de 2018, a valorização do preço do leite ao produtor no mês passado foi de 9,5%, em termos reais (deflação pelo IPCA de agosto/19), assinala o Cepea.

O centro de estudos econômicos da USP ressalta que esse movimento atípico de mercado esteve atrelado à oferta limitada de leite no campo, já que a captação de agosto não se elevou conforme o esperado por agentes do setor, e, consequentemente, houve maior disputa entre empresas por matéria-prima.

O Cepea acrescenta: “No Sudeste e Centro-Oeste, o período seco prejudica a disponibilidade de pastagens, limitando a produção. No Sul, por outro lado, as condições favoráveis de produção elevaram a captação de agosto em 10,9% no Rio Grande do Sul, em 11% em Santa Catarina e em 7,5% no Paraná.”

Com isso, pontua nota do Cepea, o ICAP-L (Índice de captação de leite nacional) apresentou alta de 7,7% de julho para agosto/19. “Apesar do aumento da captação, o volume de leite não tem sido suficiente para abastecer o mercado doméstico e, consequentemente, laticínios concorrem pela matéria-prima, visando reduzir a ociosidade.”

Fato atípico e pontual

“A menor oferta no campo elevou também as cotações dos derivados lácteos. No mercado atacadista de São Paulo, o preço médio do leite longa vida em agosto, de R$ 2,53/litro, ficou 7,3% acima do verificado em julho/19. Entretanto, o cenário para setembro mudou e a média mensal deste mês (até o dia 26) caiu 2%, para R$ 2,48/litro”, enfatiza o centro de estudos.

Segundo colaboradores do Cepea, indústrias reduziram o volume de produção e, agora, operam com níveis de estoques de médio para baixo, no intuito de evitar custos extras, uma vez que os atacadistas pressionam por cotações mais baixas.

O Cepea lembra ainda que os preços do leite no campo são influenciados pelos mercados de derivados e spot, com certo atraso de um mês nesse repasse de tendência: “Os preços ao produtor de outubro, portanto, deverão ser influenciados pelo desempenho dos mercados de derivados e spot de setembro, que, vale observar, registraram quedas de preços na primeira quinzena do mês, pressionados pela expectativa de recuperação na produção, após o retorno das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste. Assim, a valorização do leite ao produtor em setembro pode permanecer como um fato atípico e pontual.”

O cultivo de milho possui o maior número de produtores atingidos, são quase 93 mil produtores com perdas na sua produção.

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