Maior produtor de leite do país, o estado de Minas Gerais inova na forma de pagamento do produto ao produtor no Brasil.
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Maior produtor de leite do país, o estado de Minas Gerais inova na forma de pagamento do produto ao produtor no Brasil. A Verde Campo, indústria responsável pela transformação do leite em derivados lácteos (iogurte e queijos), é pioneira na implantação do programa “Mais Leite Mais Sólidos”, iniciativa tecnológica voltada à melhoria da genética e da nutrição dos animais da região que fez com que a empresa fosse a primeira do Brasil a pagar o produto por quilo de sólidos totais – proteína, gordura e lactose.

O empresário produtor de leite Awilson Viana, do município mineiro de Candeias, foi o primeiro produtor do Brasil, com rebanho 100% Jersey e associado da Jersey Minas, a entrar na nova modalidade de comercialização: “Entendo que para ambas as partes essa modalidade é muito interessante. Para o laticínio, porque ele passa a comprar o que realmente precisa em sua planta. E para o produtor porque ele passa a contar boa remuneração, o que possibilitará que faça investimento mais pesado em alimentação, genética e na raça Jersey, minha paixão.” (leia mais clicando aqui)

Gerente de Captação da Verde Campo, Sávio Santiago lembra que a empresa decidiu lançar, em 2014, um programa ousado, o “Mais Leite Mais Sólidos”. “O programa é pioneiro no Brasil e deu certo, uma vez que ele fará parte, em 2021, da política da Verde Campo. Como a empresa é de transformação do leite, o pagamento por quilo de sólidos totais é uma ferramenta bastante importante para a cadeia de lácteos da Verde Campo.”

No novo modelo de pagamento, a água, componente com maior proporção presente no leite, não tem valor algum para a cadeia de lácteos. “Componentes sólidos do leite, como proteínas, gorduras e lactose, elevam o rendimento e a qualidade de derivados finais lácteos. Por isso, são de suma importância na indústria. Para se ter uma ideia da correlação dos sólidos totais com o rendimento industrial, leite com sólidos acima de 13% podem render mais que 11% quando comparado a produtos fabricados com leite que tem a média de sólidos brasileira”, diz a empresa em nota divulgada nesta quarta-feira 30.

“Dessa forma, torna-se crucial o pagamento por quilos de sólidos totais, diferentemente da maneira tradicional na qual é realizada a remuneração por volume de litros de leite, prática comum no Brasil” e que, segundo Santiago, agrega menos valor ao produto. “O novo modelo envolve uma conta logística. Quanto mais sólidos se tem no leite, mais se transporta produto ativo no caminhão e, consequentemente, o processo mantém uma cadeia mais econômica, criando oportunidade de crescimento para o pequeno e médio produtor se destacar em qualidade dentro da cultura dos sólidos”, acrescenta gerente de captação da empresa.

Segundo a Verde Campo, a matéria-prima que compõe o leite é determinante tanto para justificar a qualidade dos seus derivados quanto para propiciar melhor rendimento industrial na transformação dos produtos.

Awilson Viana, primeiro empresário produtor de leite do Brasil a aderir à nova modalidade de comercialização – Foto: Arquivo pessoal

Competição na cadeia

Se com o modelo tradicional, o produtor precisa produzir bastante volume de leite para extrair os sólidos necessários na indústria, na nova prática de mercado utilizada pela Verde Campo, o investimento na produção por quilo de sólidos totais capacita o pequeno produtor, estimulando-o a crescer com um parâmetro diferenciado e com uma cultura de remuneração mais elevada, uma vez que o padrão de bonificação por sólidos ainda é muito tímido no mercado brasileiro.

De acordo com a Verde Campo, o programa vem ao encontro de práticas necessárias para estimular o desenvolvimento e competitividade, criando valor agregado na cadeia de lácteos. Para a transformação de produtos à base de proteínas, como a linha natural whey, a empresa apostou na implementação de mudanças junto aos produtores de leite ao longo dos últimos cinco anos. “O projeto privilegia o pagamento por quilo de sólidos totais (proteína, gordura e lactose), contendo um gatilho que vai atrelar o preço dos sólidos totais à realidade do preço do leite brasileiro via indexadores”, assinala Santiago.

O novo programa da Verde Campo, baseado em modelos de sucesso de países como Austrália e Nova Zelândia, destaca a qualidade do padrão técnico empregado pelos produtores de leite da empresa com certificações nas áreas de produção, meio ambiente, bem-estar animal e conformidade social. Além disso, realça a maior rigidez nas boas práticas de ordenha e higienização de equipamentos, com penalidade para valores não recomendados na Contagem Bacteriana Total (CBT) e também na Contagem de Células Somáticas (CCS), aumentando o padrão de qualidade microbiológica do leite.

A empresa

Há 21 anos, a Verde Campo desenvolve produtos inovadores de alta qualidade com a missão de proporcionar ao consumidor uma vida mais leve e saudável, sem deixar de lado seu sabor.

Localizada em Lavras, interior de MG, a empresa é a pioneira no mercado de produtos sem lactose, com conceituadas linhas de iogurtes, shakes, queijos frescos e maturados, requeijão e creme de leite.

Com uma produção de processos modernos e técnicas artesanais, a Verde Campo é reconhecida por aliar tradição, tecnologia, saudabilidade e o prazer do paladar. Desde 2016, a marca integra o portfólio da Coca-Cola Brasil.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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