A alta nos Transportes (2,62%) decorre, principalmente, dos preços dos combustíveis (3,21%).
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Fonte: La Información

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro foi de 1,25%, 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de setembro (1,16%). Foi a maior variação para um mês de outubro desde 2002 (1,31%). No ano, o IPCA acumula alta de 8,24% e, nos últimos 12 meses, de 10,67%, acima dos 10,25% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a variação mensal foi de 0,86%.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em outubro. O maior impacto (0,55 p.p.) e a maior variação (2,62%) vieram dos Transportes, que aceleraram em relação a setembro (1,82%). A segunda maior contribuição (0,24 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (1,17%), enquanto a segunda maior variação veio do grupo Vestuário (1,80%). Destacam-se ainda os resultados de Habitação, com alta de 1,04% e 0,17 p.p. de impacto, e Artigos de residência, que variou 1,27%, contribuindo com 0,05 p.p. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre o 0,06% de Educação e o 0,75% de Despesas pessoais.

A alta nos Transportes (2,62%) decorre, principalmente, dos preços dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,10% e teve o maior impacto individual sobre o índice do mês (0,19 p.p.). Foi a sexta elevação consecutiva nos preços desse combustível, que acumula altas de 38,29% no ano e de 42,72% nos últimos 12 meses. Além disso, os preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%) também subiram.

Ainda nos Transportes, os preços das passagens aéreas subiram 33,86% em outubro, frente a setembro. Houve alta em todas as regiões pesquisadas: desde 8,10% em Rio Branco até 47,52% em Recife. Outro destaque foi o Transporte por aplicativo (19,85%), cujos preços já haviam subido 9,18% em setembro. Os preços dos automóveis novos (1,77%) e usados (1,13%) também seguem em alta e acumulam, em 12 meses, variações de 12,77% e 14,71%, respectivamente. Por fim, cabe mencionar a redução de 12,50% no preço das passagens de ônibus urbano em Rio Branco (-0,75%), válida desde 27 de outubro.

No grupo Alimentação e bebidas (1,17%), a alta de 1,32% na alimentação no domicílio deve-se, especialmente, ao tomate (26,01%) e à batata-inglesa (16,01%), que contribuíram com impactos de 0,07 p.p. e 0,03 p.p., respectivamente. Outras contribuições importantes no grupo vieram do café moído (4,57%), do frango em pedaços (4,34%), do queijo (3,06%) e do frango inteiro (2,80%). No lado das quedas, houve recuo nos preços do açaí (-8,64%), do leite longa vida (-1,71%) e do arroz (-1,42%).

A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,78% em outubro, principalmente por conta do lanche (1,31%), que havia apresentado variação negativa no mês anterior (-0,35%). A refeição (0,74%), por sua vez, desacelerou frente ao resultado de setembro (0,94%).

Em Vestuário (1,80%), foram observadas altas em todos os itens pesquisados, com destaque para as roupas femininas (2,26%) e roupas infantis (2,01%). Além disso, as variações das roupas masculinas (1,70%) e dos calçados e acessórios (1,44%) foram superiores às do mês anterior (quando variaram 0,73% e 0,25%, respectivamente).

A alta do grupo Habitação (1,04%) foi influenciada mais uma vez pela energia elétrica (1,16%), embora a variação do item tenha sido menor que a de setembro (6,47%). Em outubro, foi mantida a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Houve também reajustes tarifários em Goiânia (5,34%), com alta de 16,37%, a partir de 22 de outubro; em São Paulo (1,94%), com 16,44% em uma das concessionárias, vigente desde 23 de outubro; e em Brasília (-1,68%), com alta de 11,69%, em vigor desde 22 de outubro. Em Brasília, houve variação negativa apesar do reajuste por conta da diminuição na cobrança de PIS/COFINS, que também ocorreu em outras regiões. Em Campo Grande (-2,46%), o resultado é consequência da redução na alíquota de ICMS, aplicada desde 1º de outubro.

Ainda em Habitação, destaca-se o gás de botijão (3,67%), em sua 17ª alta consecutiva, acumulando elevação de 44,77% desde junho de 2020. Já a variação positiva da taxa de água e esgoto (0,22%) é consequência do reajuste de 9% nas tarifas em Vitória (11,33%), onde também houve mudança na metodologia de cálculo do valor da fatura. O novo valor passou a ser cobrado a partir de 1º de outubro.

No grupo Artigos de residência (1,27%), as principais altas vieram dos itens mobiliário (1,89%) e eletrodomésticos e equipamentos (1,54%). Além disso, os preços dos artigos de TV, som e informática (0,99%) subiram pelo 9º mês seguido e contribuíram com 0,01 p.p. para o resultado do mês.

Todas as áreas pesquisadas tiveram alta em outubro. Os maiores índices foram os da região metropolitana de Vitória e do município de Goiânia, ambos com 1,53%. Em Vitória, o resultado foi influenciado pelas altas da taxa de água e esgoto (11,33%) e da energia elétrica (3,35%). Já em Goiânia, além da energia elétrica (5,34%), pesou também a alta na gasolina (4,24%). A menor variação ocorreu na região metropolitana de Belém (0,64%), onde houve queda nos preços do açaí (-8,77%) e da energia elétrica (-1,23%).

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 29 de setembro e 28 de outubro de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 28 de agosto e 28 de setembro de 2021 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Em virtude da pandemia de COVID-19, o IBGE suspendeu, em 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como sites de internet, telefone ou e-mail. A partir do início de julho de 2021, o IBGE iniciou a retomada gradual da coleta presencial de preços em alguns estabelecimentos, conforme descrito na Portaria nº 207/2021 da Presidência do IBGE.

INPC sobe 1,16% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de outubro subiu 1,16%, 0,04 p.p. abaixo do resultado de setembro (1,20%). Esse é o maior resultado para um mês de outubro desde 2002, quando o índice foi de 1,57%. No ano, o indicador acumula alta de 8,45% e, em 12 meses, de 11,08%, acima dos 10,78% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,89%.

Os produtos alimentícios subiram 1,10% em outubro, ficando acima da variação observada em setembro (0,94%). Já os não alimentícios tiveram alta de 1,18%, enquanto, em setembro, haviam registrado 1,28%.

Todas as áreas registraram variação positiva em outubro. O menor índice foi o da região metropolitana de Belém (0,51%), onde pesaram as quedas nos preços do açaí (-8,77%) e da energia elétrica (-1,22%). Já a maior variação foi a da região metropolitana de Vitória (1,64%), cujo resultado foi impactado, principalmente, pela taxa de água e esgoto (13,68%).

dados IBGE.

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