Irmãos produtores apostam em produção de búfalos desde 1998 no estado.
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Irmãos apostam na criação de búfalo no Acre e fazenda já conta com lista de espera

Irmãos apostam na criação de búfalo no Acre e fazenda já conta com lista de espera

Produtores do Acre estão apostando na criação de búfalo para lucrar e aumentar a renda nas fazendas. Fortes e resistentes, um búfalo de nove meses pode ser vendido por até R$ 1,2 mil enquanto que bezerro nelore sai por R$ 850 para o produtor.

Os pecuarista Alcides Barbosa de Souza e José Ivan Barbosa começaram a apostar na produção de búfalo em 1998, com apenas um casal dos animais. Pecuaristas, José Ivan Barbosa de Souza e José Ivan Barbosa começaram a apostar na produção de búfalo em 1998, com apenas um casal dos animais.

“É um animal que com pouco tempo chega em um peso que o nelore não chega e também não morre picado por cobra, é um muito resistente a ervas daninhas. É um animal que, as pessoas, às vezes, acham muito selvagem, pode ser domesticado com facilidade, o leite é muito bom, muito saudável e o queijo de muita qualidade”, garantiu Alcides Barbosa.

Animais são apostas para lucro em produção no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica AcreAnimais são apostas para lucro em produção no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Animais são apostas para lucro em produção no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

José Ivan disse que temeu iniciar com uma grande produção, porque só ouvia histórias de que o animal era selvagem, que o produtor perdia o domínio quando chegava em certa quantidade e depois o animal acabava fugindo para a selva. A visão do produtor mudou a partir de 2015.

“A gente viu que era possível fazer uma criação mais comercial e que o animal tem uma docilidade, de fácil adaptação, faz um aproveitamento muito bom do pasto, come o que o boi rejeita. É um animal que anda em grupo, não tem uma explosão como o nelore. O nelore, quando vamos manejar, ele estoura e estoura toda a boiada. O búfalo não tem isso”, complementou.

Faturamento

O Brasil tem um rebanho de 1,8 milhão de animais. Os primeiros exemplares foram introduzidos no país pela Ilha de Marajó, no Pará, no final do século XIX. O búfalo fornece carne e leite. O índice de gordura da carne do animal é muito menor do que o da carne bovina, permitindo uma carne magra e saudável.

Em 2017, o faturamento dos criadores e indústrias chegou a um R$ 1,1 bilhão. Para os criadores de búfalos aqui no Acre, o mercado é promissor. A fazenda dos irmãos, por exemplo, já abastece outros produtores e já existe lista de espera.

Irmãos apostam em produção de búfalos desde 1998 no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica AcreIrmãos apostam em produção de búfalos desde 1998 no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Irmãos apostam em produção de búfalos desde 1998 no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

“Nossa produção hoje chega a 200 bezerros. Temos uma demanda de mais de 300 bezerros para atender. Um animal de nove meses consigo uma venda de R$ 1,2 mil, enquanto um bezerro nelore hoje precisa ser muito bom para valer R$ 850”, disse o pecuarista.

A produção de derivados do leite é outro potencial que deve ser explorado. Segundo os irmãos, ainda falta mão de obra especializada para trabalhar com os derivados do leite.

“É um mercado muito promissor. A questão hoje é que a gente está explorando só a parte de carne, até por conta da falta de mão de obra especializada, mas, no futuro, vamos trabalhar o leite porque são mais de 200 vacas que estão deixando de dar no mínimo seis litros por dia”, concluiu.

Em entrevista ao Jornal O Presente Rural, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, destacou que a retração do mercado no último trimestre do ano passado simultaneamente a alta no custo da produção praticamente inviabilizaram a atividade para milhares de produtores no país.

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