Cotação do cereal promete incentivar compras do pecuarista e, assim, também o volume ordenhado; mas consumo de lácteos não deve crescer na mesma proporção
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Cotação do cereal promete incentivar compras do pecuarista e, assim, também o volume ordenhado; mas consumo de lácteos não deve crescer na mesma proporção

Com a maior oferta de milho no mercado interno, a produção de leite deve crescer no Brasil. Mas isso pode trazer como consequência a queda de preços, pois o consumo não deve crescer na mesma proporção.

A produção de leite nesta safra deve ser 12,9% maior que no ciclo passado, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada Agropecuárias (Cepea) Nathália Grigol, com maior oferta do milho, o pecuarista compra mais e o rebanho tem uma produção crescente.

 

O que preocupa o setor é a outra ponta da cadeia: enquanto a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA ) projeta crescimento de 4% na produção, o consumo deve crescer no máximo 2%. Com isso, o cenário é de maior oferta de leite nas prateleiras dos supermercados, o que faz com que a indústria diminua o preço pago ao produtor.


Segundo o pecuarista Orlando Costa, a situação pode ficar insustentável para o produtor. “Neste mês, pagaram R$ 1,26 o litro na cooperativa”, diz.

Para balancear as contas, o pecuarista deve ficar muito atento às movimentações nas importações, ao cenário nacional e ao mercado. “Ficar de olho no leite longa-vida e também no spot, que é a negociação entre as indústrias, pois isso mostra se há excedente de oferta ou não”, diz a analista do Cepea.

As perspectivas dos fundamentos do mercado apertaram-se ainda mais do lado da oferta no último mês, com o pico de produção na NZ a permanecer mais fraco do que o esperado e a contínua pressão descendente sobre a produção de leite da UE.

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