Valor cobrado aos produtores cresceu cerca de 15% neste ano e tem feito impacto em cadeia.
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Reportagem encontrou litro do leite a mais de R$ 7 neste domingo. (Foto: Henrique Kawaminami)

O leite comprado dos produtores está cada vez mais caro e os reflexos no varejo do produto e de derivados já são visíveis. Neste domingo (3), o litro era comercializado a mais de R$ 7 em ao menos um supermercado em Campo Grande. O preço d leite ao produtor subiu 14,5% desde o começo do ano. Aliado a isso, começa o período de entressafra, o que reduz a oferta do produto para a indústria.

O maior valor verificado pela reportagem foi no Comper da Avenida Mascarenhas de Moraes, com o leite da marca Ninho a R$ 7,19. O leite em pó, da mesma marca, é vendido a R$ 17,79. No mesmo estabelecimento, poderia se encontrar o leite Maná por R$ 6,19.

No Assaí da Avenida Cônsul Assaf Trad, o litro do leite Parmalat custa R$ 6,19 no varejo, enquanto o Italac custa R$ 6,49. Já no Fort do Coronel Antonino, o leite mais caro é o Piracanjuba, saindo por R$ 6,39, enquanto o Elegê é vendido a R$ 6,19.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o leite integral registrou aumento de preços em 17 cidades, incluindo Campo Grande, entre abril e maio.

“O crescimento da exportação, a queda nas importações e a entressafra reduziram a quantidade de leite disponível e influenciaram a valorização dos derivados lácteos, como o queijo muçarela e o leite UHT”, diz publicação do Dieese”.

Quilo mais caro do queijo foi encontrado a R$ 65,99 na Capital. (Foto: Henrique Kawaminami)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Derivados – No Comper da Mascarenhas de Moraes, produtos que vêm do leite também têm diferentes variações – o iogurte Danone de 1,25 quilo sai por R$ 15,19, enquanto o Itambé é vendido a R$ 14,99. O quilo do queijo da Piracanjuba custa R$ 65,99, enquanto o Imbaúba sai por R$ 59,97.

No Fort Coronel Antonino, quilo do queijo Piracanjuba custa R$ 55,80 e o Burity R$ 48,90. No Assaí da Cônsul Assaf Trad, o Imbaúba sai por R$ 63,26 e o Piracanjuba custa R$ 57,93.

O iogurte varia até R$ 13,90, com a garrafa de 1,25 quilo da Itambé no Fort Atacadista da Coronel Antonino. A margarina é encontrada até a R$ 11,49 no Comper, com o pote de 500 gramas da Vigor, com o mesmo produto saindo por R$ 10,90 no Assaí.

Aumento – Desde o começo do ano, o leite acumula uma alta de 14,5% no preço médio ao produtor, de acordo com Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP (Universidade de São Paulo). O órgão aponta que há chance de novo aumento, para junho, podendo avançar cerca de 5% na Média Brasil líquida.

Segundo a publicação, a valorização do insumo ocorre por conta de redução na oferta. “Com menor disponibilidade de leite no campo, a concorrência entre as indústrias de laticínios para assegurar a captação de matéria-prima seguiu intensa, sustentando o movimento de elevação nos preços do leite cru naquele mês.”

Segundo a pesquisa, a menor produção de leite está atrelada ao avanço do período de entressafra da produção, que ocorre sazonalmente entre o outono e o inverno – isto é, quando o clima mais seco prejudica a disponibilidade e a qualidade das pastagens.

No estado, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Mato Grosso do Sul teve a 17ª maior quantidade de leite adquirido e industrializado no primeiro trimestre do ano. Foram 31,6 milhões de litros, produzidos em 41 unidades mapeadas pelo órgão.

Os estados que são os maiores produtores de leite, no Brasil, são Minas Gerais (1,5 bilhão), Paraná (816,8 milhões), Rio Grande do Sul, (739,3 milhões), Santa Catarina (689,1 milhões), São Paulo (590,5 milhões) e Goiás (534,4 milhões).

Segundo a publicação, a valorização do insumo ocorre por conta de redução na oferta. “Com menor disponibilidade de leite no campo, a concorrência entre as indústrias de laticínios para assegurar a captação de matéria-prima seguiu intensa, sustentando o movimento de elevação nos preços do leite cru naquele mês.”

Segundo a pesquisa, a menor produção de leite está atrelada ao avanço do período de entressafra da produção, que ocorre sazonalmente entre o outono e o inverno – isto é, quando o clima mais seco prejudica a disponibilidade e a qualidade das pastagens.

No estado, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Mato Grosso do Sul teve a 17ª maior quantidade de leite adquirido e industrializado no primeiro trimestre do ano. Foram 31,6 milhões de litros, produzidos em 41 unidades mapeadas pelo órgão.

Os estados que são os maiores produtores de leite, no Brasil, são Minas Gerais (1,5 bilhão), Paraná (816,8 milhões), Rio Grande do Sul, (739,3 milhões), Santa Catarina (689,1 milhões), São Paulo (590,5 milhões) e Goiás (534,4 milhões).

Valorização está relacionada ao forte aumento do custo de produção por conta da forte estiagem sofrida no Brasil.

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