Em uma iniciativa inédita do Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, uma das dez maiores indústrias de lácteos no país, o evento realizado na quarta-feira (1º) contou com a participação presencial de mais de 140 pecuaristas em Marechal Cândido Rondon (PR) e um público superior a mil pessoas acompanhou a transmissão ao vivo, que pode ser reassistida pelos canais do O Presente Rural no Facebook e no YouTube.
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Sucesso de público, a primeira edição do Dia do Leite reuniu pecuaristas, técnicos e demais profissionais da cadeia produtiva em Marechal Cândido Rondon (PR) - Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Sucesso de público, a primeira edição do Dia do Leite reuniu produtores, profissionais e líderes do setor em um dia inteiro de palestras, debates e troca de informações em prol do desenvolvimento da pecuária leiteira no Oeste do Paraná. Em uma iniciativa inédita do Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, uma das dez maiores indústrias de lácteos no país, o evento realizado na quarta-feira (1º) contou com a participação presencial de mais de 140 pecuaristas em Marechal Cândido Rondon (PR) e um público superior a mil pessoas acompanhou a transmissão ao vivo, que pode ser reassistida pelos canais do O Presente Rural no Facebook e no YouTube.

Oportunidades, futuro do mercado leiteiro, tendências e alternativas aos próximos desafios nesta retomada dos negócios da atividade, ainda em meio a pandemia do coronavírus, foram destaques do encontro, com palestras de alto nível. “Conseguimos agregar muito conhecimento a todos que prestigiaram o Dia do Leite, desde o produtor à agroindústria. Estamos muito contentes em termos conseguido atingir nosso propósito, levando informação relevante e atual a todos os elos da cadeia produtiva. Recebemos muitos feedbacks positivos, o que já nos faz pensar em uma próxima edição”, exaltou o diretor de Marketing e Comunicação de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin.

Diretor de Marketing e Comunicação de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin: “Estamos muito contentes em termos conseguido atingir nosso propósito, levando informação relevante e atual a todos os elos da cadeia produtiva”

O diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, enalteceu a parceria com o O Presente Rural e destacou a satisfação geral do público em participar do 1º Dia do Leite, que pode vir a integrar o calendário oficial de eventos da cooperativa a partir do próximo ano. “Essa é uma parceria de sucesso, atribuo ao bom trabalho das equipes das duas empresas, que souberam motivar a participação das pessoas no evento. Foi um grande sucesso e leite sempre é um assunto interessante para ser discutido, cheio de nuances, que nos possibilita trocar boas informações. E pela presença e manifestação dos participantes tenho certeza que a satisfação foi geral. Parabéns a todos os envolvidos”, declarou.

Diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella: “Foi um grande sucesso e leite sempre é um assunto interessante para ser discutido, cheio de nuances, que nos possibilita trocar boas informações”

Na abertura do evento, Vanzella apresentou dados históricos da pecuária do leite associado à história da Frimesa e como a evolução do setor ao longo das últimas quatro décadas transformou o Oeste paranaense no segundo maior produtor do Estado. “Uma das coisas que mais impactou a vida do leite foi a vinda da caixinha, o que fez com que nós, do interior do Paraná, pudéssemos levar o leite para os grandes centros”, relembrou, destacando que a cadeia depende de controle e rastreabilidade constantes para ampliar a produtividade. “São coisas que o mundo está pedindo e nós procuramos atender”.

Referência no agronegócio

A importância do sistema cooperativista na cadeia leiteira e o papel do agronegócio desenvolvido pelo O Presente Rural foram engradecidos pelo jornalista e diretor da Editora O Presente, Arno Kunzler. “Coordenada pelo Selmar Marquesin, o trabalho extraordinário desenvolvido por sua equipe transformou o O Presente Rural no maior e melhor avaliado veículo de comunicação ligado ao agronegócio brasileiro. Não estamos apenas inseridos no agronegócio, também estamos comprometidos com a evolução tecnológica, com o crescimento e com as lutas do cotidiano dos produtores rurais, com as universidades, a agroindústria, e todos os setores envolvidos até que os nossos produtos estejam na mesa do consumidor, seja no Brasil ou fora do país”, evidenciou, ampliando: “É preciso reconhecer que as cooperativas foram responsáveis pela evolução da produção leiteira, pelo nosso parque industrial e pela segurança sanitária que hoje temos no Estado. Nossos produtores ganharam o mundo, graças aos cuidados de higiene e ao moderno parque industrial que dispomos.”

Jornalista e diretor da Editora O Presente, Arno Kunzler: “É preciso reconhecer que as cooperativas foram responsáveis pela evolução da produção leiteira, pelo nosso parque industrial e pela segurança sanitária que hoje temos no Estado”

Status sanitário

A importância do status sanitário nas propriedades leiteiras do Paraná foi tema da palestra ministrada pelo secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, oportunidade em que ressaltou que o setor pode alcançar novos mercados a partir da tecnologia, planejamento e sanidade. O Estado acaba de completar um ano do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Esse reconhecimento além de beneficiar a exportação de bovinos e suínos, também auxilia os produtores de frango, peixe e outros produtos, como os lácteos, com vistas a atingir, entre outros, os mercados mexicano, sul-coreano e japonês, por exemplo. “Vivemos o esforço de mostrar produtos inócuos, alimento seguro e com rastreabilidade, para fazer do leite uma cadeia vencedora no mercado mundial”, expôs Ortigara.

O leite é produzido em 5.504 propriedades rurais paranaenses, com crescimento médio de 2,85% ao ano. “Nos tornamos o principal polo produtor de proteína no Brasil, somadas as três principais: frango, suíno e bovino”, destacou.

A região Sul do país produz em média por ano 13,5 bilhões de litros de leite, o que representa 38% da produção nacional. Só no Paraná são produzidos em média 4,4 bilhões de litros ao ano, o que corresponde a 13,6% do volume nacional. “Graças ao melhoramento genético, melhores condições de produção, de manejo dos animais e sanidade, o Estado alcançou o patamar de segundo maior produtor do país, tendo a maior bacia leiteira na região Sudoeste, seguida da Oeste e dos Campos Gerais”, declarou Ortigara.

Secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara: “Vivemos o esforço de mostrar produtos inócuos, alimento seguro e com rastreabilidade, para fazer do leite uma cadeia vencedora no mercado mundial”

Tendências do setor

O pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins trouxe para o 1º Dia do Leite as tendências da cadeia leiteira para os próximos anos e estratégias do conceito leite 4.0, que alia tecnologia, inteligência e automação, o que tem contribuído para dar ao setor um salto em modernidade e produtividade.

As tendências desta década para a cadeia leiteira apontam para o crescimento do consumo mundial de alimentos, menos produtores com mais produção, mudança do perfil do produtor, especialização regional da produção, visão do leite como negócio e adoção de medidas ESG na produção. “A administração da propriedade com precisão cada vez mais barato de fazer. O que é caro é não buscar informação, o que faz, neste caso, muitos produtores colocarem em xeque a própria saúde da sua propriedade. As margens de lucro e custo continuarão estreitas, isso é conjuntural do setor”, expôs.

Pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins: “O que é caro é não buscar informação, o que faz, neste caso, muitos produtores colocarem em xeque a própria saúde da sua propriedade.”

Perspectivas

A primeira edição do Dia do Leite foi encerrada com a palestra do coordenador da Câmara Setorial de Leite da OCB, Vicente Nogueira Netto, que trouxe uma visão macroeconômica da cadeia, desafios e perspectivas para a atividade no país. “Para um futuro melhor para a cadeia produtiva é preciso mais ciência e menos achismos. Precisamos trabalhar com políticas de convivência para os excedentes do produto, não podemos, em momentos de excedentes, ficar nas mãos dos varejistas”, pontuou.

Coordenador da Câmara Setorial de Leite da OCB, Vicente Nogueira Netto: “Precisamos trabalhar com políticas de convivência para os excedentes do produto, não podemos, em momentos de excedentes, ficar nas mãos dos varejistas”

Importância do evento

Agropecurista rondonense, Vilmar Fulber: “Foi um dia de muitos aprendizados, retorno às atividades com um novo ânimo”

O presidente do Sindicato Rural Patronal de Marechal Cândido Rondon, Edio Luiz Chapla, falou da importância de realizar eventos para debater o leite. “Quando se fala em leite muitos ficam receosos  em darem suas opiniões por conta das dificuldades da cadeia, e o Dia do Leite vem na contramão, agregou muito conhecimento tanto aos produtores quanto para técnicos e demais profissionais do setor, só temos a agradecer ao Presente Rural e a Frimesa por proporcionar esse evento singular”, mencionou Chapla.

Com um rebanho de 200 cabeças entre bezerros, novilhas e vacas, sendo 80 em lactação – com produção média de 2,5 mil litros/dia, o agropecurista rondonense, que atua há mais de três décadas na pecuária leiteira, e ainda diversifica sua produção com grãos e avicultura de corte e postura, Vilmar Fulber, diz que o evento o deixou animado ao trabalho em sua propriedade, localizada no distrito de Porto Mendes. “Foi um evento muito interessante, deram uma perspectiva de futuro, apontaram tendências e o mercado do setor, a importância da sanidade para continuarmos crescendo, então foi um dia de muitos aprendizados, retorno às atividades com um novo ânimo”, frisou Fulber.

Realização

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 1º Dia do Leite contou com patrocínio ouro da Sicredi; prata da Biochem, Imeve e Prado Saúde Animal; e bronze da AB Vista, Anpario e Syntec. E ainda teve o apoio do Sistema Ocepar, Câmara do Leite, Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa e da Associação Brasileira dos Produtores de Leite.

Fonte: O Presente Rural

A tendência hoje em dia é de comer naturalmente. Eis porque é que o leite e os lacticínios não têm igual.

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