O leite é um dos alimentos mais completos e estudado. Tanto para a produção como sua transformação e utilização nas mais diferentes formas de conservação.
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Foto: Divulgação

O leite é um dos alimentos mais completos e estudado. Tanto para a produção como sua transformação e utilização nas mais diferentes formas de conservação. A tecnologia de lácteos está sempre em evolução para novos produtos.

Bem verdade, a maioria se alimenta sem ter problema de digestão. Mas, outros, estimativa de 20%, não toleram a lactose um de seus componentes e ou tem alergia a proteína de leite de vaca. Essa disfunção também pode ser ocasionada por quem come pouca fibra como frutas e hortaliças. Por isso, o diagnóstico deve ser feito por médico e a alimentação adequada a cada situação. Na pesquisa realizada no Brasil de consumo de leite, cerca de 53 milhões dizem terem problemas com leite. E que cerca de 88% fala sem ter diagnóstico médico. Lembro que a alergia à proteína do leite ocorre no sistema imunológico e pode ser em alguns casos reversível. A intolerância à lactose ocorre no sistema gastrointestinal ao açúcar do leite. São diferentes.

Este grupo tem chamado atenção para um nicho de mercado importante e promissor. E os pesquisadores estão descobrindo formas novas de produtos que já estão no mercado.

Um grupo de pesquisadores da Nova Zelândia em 1990 pesquisando a caseína, um dos componentes do leite, descobriu uma diferença que passou a ser chamada de A1 e A2.

O leite tem em média de 3,3% a 3,5% de proteínas totais e elas são responsáveis pela nova “classificação” para o leite chamado de “A1” e “A2A2” ou simplificando “A2”. Algumas raças produzem o “A2” em maior quantidade que outras. Com zebuínos é assim o Guzerá 97% e o Gir 96% já o Holandês 50% de beta-caseína como é chamada. Estes estudos mostram que este leite não traz problema para quem tem alergia ao leite. Repito, não é intolerância à lactose.

No Brasil esta diferenciação iniciou em 2015 sendo lançado em 2018 os primeiros produtos e reconhecido pelo Ministério da Agricultura (MAPA) como “produto de origem A2A2” em 2019.

Os produtores de leite ligados a esta situação já estão produzindo. Começa pela identificação dos animais que produzem leite diferenciado e são selecionados do rebanho. As vacas precisam ser passadas pela “genotipagem” para saber se tem este leite. Trabalho de Veterinários especializados. As vacas com “A1 A1” e com “ A1A2” são consideradas de leite tradicional. Só as “A2A2” a sua produção de leite deve ser separada em todo o processo até estar na casa do consumidor final. E mais, este leite tem mínima diferença do leite tradicional, mas, é “Hipoalérgico”. Já está sendo vendido em embalagem com a identificação de “A2”, ainda com custos elevados, mas com tendência de queda na medida que aumenta a sua oferta e procura. Que fique claro que nem sempre este leite é solução para todas as alergias. É preciso ter acompanhamento médico ou nutricionista para a confirmação.

As vacas produtoras de leite A2A2 passam a ter tratamento diferenciado dentro da propriedade e seu leite é recolhido separadamente e processado da mesma forma que o leite tradicional, mas, em linha de produção única. A alimentação do dia a dia também reflete na qualidade do leite como todos que atuam no setor sabem. Pastagem e alimentação balanceada é muito importante.

Já há marcas comerciais com preços ao redor de R$8,00 a R$10,00 por litro. A certeza de ter o problema com alergia e ou intolerância a lactose é o primeiro passo do consumidor. Repito que são diferentes e aí é com os médicos.

Já estão no mercado leite fluido, leite em pó e a partir daí é possível fazer os derivados lácteos como queijos, manteiga, iogurtes, requeijão da mesma forma que o leite tradicional.

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