O produtor Vitor Martins de Oliveira mudou-se para Bias Fortes em 2015 e começou a produção leiteira. "O Sítio Engenho é herança do meu pai. Cheguei e vi a necessidade de melhorar o gado.
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O produtor Vitor Martins de Oliveira mudou-se para Bias Fortes em 2015 e começou a produção leiteira. “O Sítio Engenho é herança do meu pai. Cheguei e vi a necessidade de melhorar o gado. Eram muitos erros e poucos acertos, até que comecei a fazer os cursos oferecidos por meio da parceria entre o Sistema FAEMG/SENAR/INAES e o Sindicato Rural de Barbacena”. Participou de treinamentos de Vaqueiro, Alimentação, Qualidade do Leite e Ordenhadeira. E, em julho de 2019, Vitor entrou para o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio. Tudo isso levou a um crescimento de 64% na produção de leite.

“Consegui uma melhoria significativa na reprodução e na produção por meio do melhoramento genético e da alimentação. Foi no curso Alimentação, por exemplo, que aprendi que qualidade é melhor do que quantidade. Encher o gado é diferente de nutrir. Destaco a parceria com o instrutor Zilberto Martins Pereira, que me auxilia até hoje. Já o ATeG oferece ferramentas fundamentais, como gráficos, nos mostra dados de custo e renda e ajuda a identificar acertos e erros. Passei a ver a propriedade como uma empresa. Tudo graças ao técnico Aloísio Henrique Nogueira Campos.”

Resultados

Os números revelam excelentes resultados. Segundo Vitor, quando assumiu a atividade, 22 vacas rendiam 160 litros de leite ao dia. Em 2016, eram 210 litros produzidos por 31 vacas. No ano seguinte, 35 vacas produziam 300 litros de leite por dia. Já em 2018, eram 500 litros por 45 vacas. Em 2019, já participando do ATeG, 31 vacas produziam entre 580 e 600 litros de leite por dia. “Hoje, 27 vacas em lactação produzem 440 litros de leite. Só não estamos produzindo mais porque os animais estão a pasto”, explicou o produtor.

De acordo com o técnico Aloísio, entre 2019 e 2020, a média de vacas em lactação era de 35, com produção de 11,8 litros por animal. Já entre 2020 e 2021, 30 vacas em lactação produziram 13,9 litros ao dia. “No mês de março deste ano, chegamos a 19,4 litros de leite ao dia por animal, com produção de 25 animais. Tivemos, então, crescimento equivalente a 64%. É importante lembrar que a qualidade do leite produzida já era boa. Trabalhamos para conquistar índices ainda melhores.”

Metas

Um dos objetivos da família é a implantação da sala de ordenha com fosso e ordenha canalizada. “Assim, esperamos alcançar a marca de mil litros de leite por dia. No início do ATeG, já tinha a área para piquete, mas não estava organizada. Agora estou acabando de dividir. Tenho buscado melhorias na parte agrícola, enxugado custos. E já confirmei que ganho mais do que ganhava nas grandes empresas onde trabalhei e ainda tenho garantia de emprego o ano inteiro. Invisto o que ganho em conforto da minha família e dos animais.”

Para Aloísio, o empenho e a dedicação de Vitor farão com que outros bons resultados venham logo. “Ele e a esposa querem melhorar e estão no caminho certo. Um bom exemplo é o fluxo de caixa. Encontramos a propriedade com saldo negativo em 2019. Depois de colocar as contas em ordem, os pagamentos são feitos à vista e o ganho no primeiro trimestre de 2021 foi três vezes maior do que no mesmo período do ano passado.”

Para o presidente do Sindicato Rural de Barbacena, Renato Laguardia, “o ATeG veio para fazer com que um produtor se veja como um empresário rural. Assim, ele entende que sua propriedade precisa ser trabalhada como uma empresa, incluindo lucro, condições de vida melhor para família, evitando a saída do campo.”

Em família

No sítio, trabalham Vitor, a esposa Fernanda e um colaborador, que foi contratado após o ingresso no ATeG. “Minha esposa cuida da parte de dados, da agenda de vacinação, do controle e pesagem dos animais. Tem também meus filhos, Rafaela, de oito anos, e Mateus, de quatro, que estão sempre presentes no curral, ajudando de alguma forma.”

Vitor revelou que tem o sonho de produzir derivados, como queijos e iogurte, entre outros. “Para isso, conto com o envolvimento dos meus irmãos e da minha mãe.” O leite produzido é encaminhado a um laticínio de Barbacena.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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