"> Mercosul-UE: Leite, cebola, olivicultura e vinhos, setores que vão precisar de apoio - eDairyNews-BR
Se de um lado indica um cenário promissor para algumas cadeias produtivas, de outro o Acordo Mercosul-União Europeia,
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Se de um lado indica um cenário promissor para algumas cadeias produtivas, de outro o Acordo Mercosul-União Europeia, assinado recentemente, exigirá do Brasil precaução para que alguns setores não enfrentam adversidades capazes de reduzir de modo significativo sua competitividade no mercado interno, em razão de subsídios e apoios concedidos pela UE aos seus produtores,  alerta a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). Em nota técnica, a entidade aponta a necessidade de atenção para quatro segmentos: leite, cebola, olivicultura e vinhos.

A nota técnica da Farsul, assinada pelo agrônomo Róger Frederico Strauss, analista agropecuário e florestal, avalia as perspectivas para as cadeias produtivas do agro gaúcho com o acordo Mercosul-UE, mas também serve como sinalização para os estados em que a pecuária de leite, a cultura de oliveira e a produção de cebola e vinhos tenham importância econômica.

Abaixo, a análise apresentada na nota técnica da Farsul sobre esses quatro setores:

LEITE – “Segundo o Movimento Construindo Leite Brasil, o tratado de livre comércio pode agravar a situação do segmento. A cadeia possui subsídios na UE, o que faz com que o custo de produção seja menor quando comparado ao custo do Brasil. Com o acordo, esse produto pode entrar a um preço muito baixo no Brasil, pressionando os preços internos e consequentemente gerando uma diminuição de renda para o produtor brasileiro. Conforme secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, para evitar danos maiores ao setor, o governo deverá adotar medidas de apoio aos produtores e indústria, como o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), além de reforço no seguro rural. Ainda segundo Palharin, o lado positivo pode vir com a redução nos preços de equipamentos importados para o setor, como ordenhadeiras robotizadas”

CEBOLA – A cebola da Europa, especialmente da Holanda, é produzida com subsídios do governo e pode entrar no Brasil a um preço mais baixo quando comparado aos níveis de preços nacionais. Em 2017, a cebola entrou na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum – LETEC, tendo as importações taxadas em 25% para o ano de 2018, 20% a partir de 2019, 15% para 2021 e posterior retorno para a condição normal, com o intuito de melhorar as condições de concorrência do produto nacional. O acordo Mercosul-UE pode diminuir a competitividade da cebola nacional.

VINHOS – “Segundo o diretor do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, o acordo vai aumentar a importação do vinho europeu, que conta com subsídios e carga tributária inferior à do produto brasileiro. Por isso, o segmento cobra compensações, que incluem linhas de crédito e redução de taxas de juros.”

OLIVICULTURA – A aplicação de mais benefícios aos azeites europeus pode ser uma ameaça ao desenvolvimento da ainda jovem olivicultura brasileira, motivo pelo qual o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), ainda no ano de 2018, havia protocolado pedido para que o Mapa intercede-se junto à negociação entre Mercosul-UE, a fim de evitar zerar a tarifa de importação do azeite de oliva.”

 

É a primeira vez na história que uma carga de leite brasileiro é exportado para a China. Cooperativa gaúcha é a responsável pelo feito.

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