Ao longo dos primeiros sete meses do ano, as exportações do agronegócio de Minas Gerais apresentaram alta de 19,3% no faturamento, que já soma US$ 5,9 bilhões.
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Ao longo dos primeiros sete meses do ano, as exportações do agronegócio de Minas Gerais apresentaram alta de 19,3% no faturamento, que já soma US$ 5,9 bilhões. Porém, foi registrada queda de 1,7% no volume. O aumento da receita é resultado da valorização dos produtos agrícolas e pecuários no mercado internacional.

No acumulado de janeiro a julho de 2021, frente a igual período de 2020, o valor pago por tonelada cresceu 21,39%. Os dados são da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Com o valor movimentado, as exportações do agronegócio responderam por 26,4% do valor total exportado por Minas Gerais ao longo dos primeiros sete meses de 2021.

A assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira, ressalta que os resultados das exportações do agronegócio mineiro são positivos e que o estado, assim como o Brasil, está aproveitando as oportunidades e atendendo, cada vez mais, à demanda do mercado externo. “Os números da balança comercial de Minas, de forma geral, estão positivos, mesmo com a queda de 1,7% no volume.

O resultado torna-se positivo, uma vez que mostra a valorização das commodities no mercado internacional. Mesmo Minas embarcando um volume menor, foi gerado um maior faturamento. Também é importante ressaltar que o resultado de julho foi o melhor do mês na série histórica”, explicou.

Ao longo dos primeiros sete meses de 2021, o saldo da balança comercial do setor em Minas Gerais chegou a US$ 5,36 bilhões, aumento de 17,1% frente ao mesmo intervalo de 2020. As importações do setor cresceram 45,2% em receita, US$ 564,9 milhões, e 28,7% em volume, que somou 558 mil toneladas.

Entre os produtos exportados, o destaque foi o café. Ao todo, as negociações do grão com o mercado externo movimentaram US$ 2,34 bilhões, aumento de 19,5% sobre os US$ 1,9 bilhão registrados entre janeiro e julho de 2020. Em relação ao volume, os embarques já somam 992 mil toneladas de café, variação positiva de 16%. O preço da tonelada do café também apresentou valorização, passando de US$ 2.295 para atuais US$ 2.364.

Alta também foi verificada nas exportações de soja. A receita com os embarques totalizou R$ 1,6 bilhão, crescimento de 16,9%. Ao todo foram enviadas 3,6 milhões de toneladas do complexo soja, volume que ainda está 6,9% menor que o registrado anteriormente. O preço da tonelada ficou maior, passando de US$ 356,3 para atuais US$ 447,43

A exportação de carne de frango foi o maior destaque do grupo. Os embarques cresceram 45% em receita, que alcançou US$ 148,3 milhões. O volume embarcado, 94,01 mil toneladas, cresceu 48,7%. Os envios de carne bovina aumentaram 13,6% em valor, que ficou em US$ 487,3 milhões. Foram exportadas 103,5 mil toneladas, volume 3,4% maior que o exportado anteriormente. Em relação à carne suína, foram embarcadas 12,5 mil toneladas, queda de 4,6%. O faturamento aumentou 5,3%, encerrando o período em US$ 25,4 milhões.

As exportações de lácteos, ainda que pequenas, tiveram alta de 44,1% em faturamento, US$ 16 milhões, e de 24,9% em volume, com o embarque de 5,6 mil toneladas. Dentre os produtos embarcados estão queijosleite UHTleite em pó e manteigas.

“A expectativa para os próximos meses é positiva, obviamente, precisamos redobrar os pontos de atenção com a dinâmica do mercado, já que muitos países que durante a pandemia tiveram problemas na produção e exportação estão voltando ao mercado. O Brasil e Minas Gerais, tanto em produção quanto na performance dos nossos produtos do agronegócio no mercado internacional, temos conseguido, a cada mês, atender à demanda por alimentos do mercado internacional”, diz Manoela.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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