Neste mês de novembro, o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Ilct), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), recebeu a visita de uma comitiva do Governo da Paraíba, que esteve no centro de ensino, em Juiz de Fora (MG), a fim de estabelecer um convênio para realização de cursos de capacitação em leite de cabra para jovens produtores paraibanos.
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Juiz de Fora/MG

O primeiro contato foi realizado em setembro deste ano, quando o gerente executivo da Secretaria Executiva de Ciência e Tecnologia do Estado da Paraíba e superintendente de melhoramento genético da Associação Brasileira de Criadores de Caprinos, Daniel Benitez, e o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Associação Paraibana dos Criadores de Caprinos e Ovinos (Apacco), Pedro Martins, procuraram o Ilct em busca de cursos sobre qualidade e boas práticas no manejo do leite de cabra, assim como fabricação de seus derivados. Durante a visita, a equipe, que também contou com a assessora pedagógica da Secretaria da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba, Claudete Gomes dos Santos, conheceu os programas de pesquisa e as instalações do Instituto mineiro.

“A Paraíba é o maior estado produtor de leite de cabra do Brasil. Apesar disso, há muitos anos observamos uma necessidade de profissionalização dos jovens do meio rural, pois estão cada vez mais se afastando da produção leiteira e se mudando para centros urbanos. Então, queremos capacitar esses jovens na valorização e rentabilização de suas produções, além de mostrar para eles uma visão empresarial e cooperativa, para que possam empreender com o leite caprino”, explica Daniel Benitez.

Nesse sentido, o Instituto foi procurado por conta de sua longa tradição na formação de profissionais da cadeia do leite e derivados. “Realizo um trabalho para o Reino Unido em toda a América Latina e posso afirmar que não existe, em toda a região, outra instituição que possua um quinto da competência que o Ilct possui na formação de profissionais do setor lácteo. Por isso, estamos muito agradecidos e animados por essa parceria”, conclui Benitez.

Programa pedagógico em desenvolvimento
O convênio está em processo de formalização oficial e o plano é que as aulas comecem a ser ministradas em março de 2023. Segundo a pesquisadora e Coordenadora de Transferência e Difusão de Tecnologia do Ilct, Denise Sobral, a equipe do Instituto já está construindo um programa pedagógico e grade curricular que atendam às demandas específicas do Governo da Paraíba. A ideia é que o curso mescle aulas online e presenciais, na cidade de Cabaceiras (PB), e seja dividido em três módulos, provisoriamente chamados de “Adaptação”, “Consolidação” e “Multiplicação”, com duração de seis meses cada. O primeiro inclui disciplinas básicas, voltadas para o aprimoramento da matéria prima, como “Qualidade do leite de cabra”, “Microbiologia”, “Físico-química” e “Boas práticas de fabricação”. Já no segundo módulo, o foco será na fabricação de derivados do leite caprino, como queijos, iogurtes, doces e outros produtos lácteos. No último módulo, a intenção é capacitar professores e técnicos da Paraíba para que se tornem multiplicadores e levem o conhecimento adquirido no curso para as várias regiões produtoras de leite caprino do estado.

Não será a primeira vez que o Ilct firma convênio com algum estado do Nordeste brasileiro. A pesquisadora Denise Sobral lembra que o Instituto presta serviços há alguns anos para estados da região, principalmente na realização de concursos de queijos, palestras técnicas sobre leite e derivados, participação em feiras, além da coordenação de cursos avulsos. “Durante mais de cinco anos, o Ilct manteve uma importante parceria com o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), além de órgãos do município de Garanhuns (PE), para montarmos um Instituto de Laticínios do Agreste. Então, anualmente, nos deslocávamos até lá para ministrar cursos. Foi a partir dessa relação que o Governo da Paraíba chegou até nós, interessado na capacitação em leite de cabra”, relata Denise Sobral, que está à frente da parceria.

Pioneirismo no processamento de leite de cabra em pó
Desde que abriu as portas, em 1935, o Ilct tem trabalhado com a caprinocultura leiteira. Na década de 1990, inclusive, o Instituto se tornou importante referência nacional nas pesquisas e fabricação do leite de cabra em pó. “Naquela época, o mercado não apresentava muitas alternativas para crianças que possuíam algum problema com o consumo de leite de vaca. Então, o Ilct fazia o processamento do leite de cabra em pó, receitado por médicos, e vendia para toda a população. Podemos dizer que fomos pioneiros dessa tecnologia no Brasil”, conclui a pesquisadora.

É praticamente impossível tirar certos aperitivos do gosto do brasileiro. Sabendo disso, uma pesquisa decidiu apurar um dos nossos xodós do cardápio nacional e elegeu o melhor requeijão que hoje é vendido no Brasil.

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