Alta do dólar e comercialização restrita estão sustentando os preços em plena colheita, mas Ênio Fernandes alerta que isso não vai durar para sempre
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Alta do dólar e comercialização restrita estão sustentando os preços em plena colheita, mas Ênio Fernandes alerta que isso não vai durar para sempre

O contrato do milho para setembro negociado na B3 avançou quase 3% nesta segunda-feira, 17, atingindo R$ 60,22. Esse é o maior valor registrado desde a abertura do contrato em julho de 2019. Já o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o cereal, com base em São Paulo, subiu pelo 14º dia consecutivo, fechando a R$ 55,99.

Chama atenção que os preços do milho estão em patamares bastante elevados em plena colheita da segunda safra no Brasil. “Estamos vivendo um momento inusitado. Em plena oferta, observamos a alta em todas as regiões e portos brasileiros. Um dos motivos para isso é o dólar em altos patamares, que traz muita competitividade ao milho brasileiro, além de remunerar bem o produtor”, afirma o analista de mercado da Terra Agronegócio Ênio Fernandes.

Também colabora para o cenário altista, de acordo o analista, o fato dos produtores rurais terem travado a comercialização antes, o que reduz os volumes disponíveis neste momento.

Isso também leva ao terceiro motivo para a valorização: com o caixa abastecido, o produtor está segurando as vendas. “Ele estoca o produto, diminuindo a oferta dos próximos dias e meses. Os compradores de milho precisam abastecer seus estoques e estão preocupados por, em plena oferta, não estarem conseguindo”, aponta.

Fernandes destaca que, no entanto, os preços não vão continuar subindo para sempre. “Para quem quer construir fluxo de caixa, este é o momento. O cenário é positivo, mas todo cuidado é necessário”, finaliza.

Para incentivar a silagem a secretaria Municipal de agricultura está oferecendo tratores à comunidade.

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