Chicago também sobe esperando danos nas lavouras
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A segunda-feira (24) chega ao final com os preços do milho mais altos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Porto Paranaguá/PR (0,85% e preço de R$ 59,50), Cândido Mota/SP, Pato Branco/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Cafelândia/PR, Eldorado/MS, Palma Sola/SC (2% e preço de R$ 51,00), Cascavel/PR, Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS, Castro/PR (6% e preço de R$ 53,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, as cotações do milho ficaram firmes no final da semana anterior. “A colheita da safrinha no Brasil atingiu 85% do total. Por outro lado, no mercado interno houve um alívio das tensões com o veto da Câmara dos Deputados e a economia com os ajustes dos servidores”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal indicando que os preços do milho seguem em acentuado movimento de alta no mercado interno. “Pesquisadores do Cepea destacam que esse cenário é verificado mesmo com a colheita avançada da segunda safra e com estimativas apontando produção recorde. O impulso vem da retração de vendedores, que limitam a disponibilidade do cereal no spot brasileiro, da demanda interna firme e das exportações em ritmo aquecido”.

No acumulado da parcial de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas-SP) subiu 17,35%, fechando a R$ 59,60/sc de 60 kg no dia 21, se aproximando do patamar real verificado em março de 2020, quando a média mensal esteve em R$ 60,36/sc – ressalta-se que o recorde real do Cepea, de R$ 73,2/sc, foi verificado em dezembro de 2007.

B3

Os preços futuros do milho também subiram nesta segunda-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,17% e 0,48% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 60,71 com ganho de 0,26%, o novembro/20 valia R$ 60,44 com valorização de 0,48%, o janeiro/21 era negociado por R$ 60,05 com alta de 0,42% e o março/21 tinha valor de R$ 59,00 com elevação de 0,17%.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a terceira semana de agosto.

Nestes 22 dias úteis do mês, o Brasil exportou 4.853.468,2 toneladas de milho não moído, crescendo 38% do que foi registrado até a segunda semana do mês e já ficando 16% a cima do total embarcado em todo o mês de julho.

Com isso, a média diária de embarques ficou em 323.564,5 toneladas, patamar 79% maior do que a média do mês passado.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 2,77% menor do que as 332.793,78 do mês de agosto de 2019.

Em termos financeiros, o Brasil exportou um total de US$ 782.200,4 milhões no período, contra US$ 1,246 bilhão de agosto do ano passado. Na média diária, esta semana contabilizou decréscimo de 7,93% ficando com US$ 52.146,7 contra US$ 56.641,1 do ano passado.

Já o preço por tonelada obtido registrou queda de 5,31% no período, saindo dos US$ 170,2 do ano passado para US$ 161,2 neste mês de agosto.

De janeiro a julho, os principais destinos dos 7,44 milhões de toneladas de milho brasileiro foram Taiwan (15%), Irã (15%), Japão (13%), Egito (11%) e Vietnã (10%). Já nas origens, o cereal brasileiro exportado veio, em sua maioria, do Mato Grosso (66,2%), seguido de Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também começou a semana em alta para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,75 e 4,75 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,31 com valorização de 4,75 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,45 com elevação de 4,50 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,57 com ganho de 4,00 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,64 com alta de 3,75 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 1,22% para o setembro/20, de 1,47% para o dezembro/20 e de 1,13% para o março/21, e de 1,11% para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho e soja nos EUA subiram na segunda-feira com a expectativa de que um relatório do governo mostre as classificações da safra deterioradas na semana passada, sustentando as recentes previsões que apontaram a safra abaixo das últimas perspectivas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Uma onda de seca em todo o meio-oeste dos EUA, combinada com uma forte tempestade de vento que danificou as safras em partes importantes de Iowa, reduziu o potencial da safra após condições quase perfeitas ao longo de julho.

“As chuvas devem ocorrer neste próximo fim de semana, mas deve ser tarde demais para o preenchimento das espigas do milho, então chuvas em uma semana só irão estabilizar a safra”, Charlie Sernatinger, global chefe de futuros de grãos da ED&F Man Capital, disse em nota.

Campanha consumo de leite – A Campanha da 1ª Semana do Leite, prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro, foi o tema central da 18ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada nesta sexta-feira (17).

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