Grupo de produtores de queijos do Rio Grande do Norte participa do Festival A Queijaria, em São Paulo.
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A missão promove troca de tecnologia e capacitação, além de abrir mercado para os produtos potiguares. Foto: Agência Sebrae

Que os queijos artesanais produzidos no Rio Grande do Norte, como os de manteiga e de coalho, são famosos pela textura, sabor e qualidade, muitos já sabem. Que há uma demanda por esses derivados do leite no mercado nacional, também já está comprovado. Mas as queijarias locais ainda encontram desafios para que esses produtos cheguem a consumidores em outras regiões do país. Para divulgar a produção artesanal de derivados lácteos e abrir novos canais de comercialização, o Sebrae no Rio Grande do Norte promoveu uma missão empresarial com produtores de queijos regionais do estado para a mais importante feira do setor no país, o Festival A Queijaria, realizado no último fim de semana, em São Paulo, durante o Congresso Brasileiro do Queijo Artesanal.

Participaram da missão ao evento os produtores Anderson Dantas (Queijeira Rio Cobra), Isaías Fernandes (Queijeira do Zaca), Marinho Neto (Fazenda Caju) e Heráclito Souza (Fazenda Antônio Vindô). O grupo teve a oportunidade de expor e comercializar os produtos, representando o RN no evento, de participar de rodadas de negócios com grandes compradores internacionais.

Os produtores também foram capacitados por meio da programação técnica do congresso e puderam realizar visitas técnicas a empresas que são referência no estado de São Paulo neste segmento, promovendo a troca de conhecimento e de tecnologias.

A ação faz parte do Programa de Apoio ao Queijo Artesanal Potiguar, cujo objetivo é capacitar, preservar, e difundir a cultura queijeira do Rio Grande do Norte dentro dos eixos de atuação do programa AgroNordeste, um plano federal de ações para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável do meio rural no Nordeste.

Inserção dos produtos

O Sebrae-RN é parceiro neste plano com ações de capacitações em transferência de tecnologia, empreendedorismo para jovens, inserção de produtos em feiras e mercados para os pequenos e médios produtores rurais, além das ações de inovação. A instituição subsidiou a participação dos empreendedores na missão com o intuito de fomentar o acesso a mercado e inovação, adotada por outras empresas do setor queijeiro.

De acordo com o gerente da Unidade de Desenvolvimento Rural do Sebrae-RN, Ângelo Baeta, o Festival A Queijaria é a maior feira de queijos artesanais do país, realizada desde 2015 pela “A Queijaria”, de Fernando Oliveira, pioneiro na comercialização e valorização de queijos artesanais no Brasil e, neste ano de 2022, ganhou maiores proporções ao incluir rodadas de negócio, congresso da categoria e o festival em si.

“A nossa proposta foi apresentar uma mostra da diversidade de queijos artesanais produzidos no RN, com o rótulo do ‘Queijo Artesanal Potiguar’. A expectativa é que, através das visitas técnicas realizadas em algumas fazendas em SP, os participantes tenham conhecido de perto novos queijos artesanais com valor agregado, além do coalho e manteiga, e que possam disseminar esse conhecimento entre demais produtores locais. Eles tiveram a oportunidade de estar ao lado de uma grande diversidade de produtores artesanais de queijo do Brasil”, ressalta o gerente, que acompanhou o grupo juntamente com o gestor do Programa Agronordeste-RN, Elton Alves, e a consultora e especialista em queijos artesanais, Adriana Lucena.

Durante os dois dias do evento, foram feitas vendas diretas a preço de fazenda e, entre os produtos negociados, estavam queijos feitos com leite de búfala, vaca, ovelha e cabra. O festival ocorreu na Unibes Cultural, em São Paulo, nos dias 9 e 10 de abril. Realizado no sábado e domingo, o Congresso Brasileiro do Queijo Artesanal reuniu diversos nomes relevantes para o mercado queijeiro para debater e repassar novos conteúdos ligados ao segmento.

A Nestlé mantém sua posição como a marca alimentar mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 20,8 bilhões, de acordo com a consultoria líder mundial em avaliação de marcas Brand Finance, que observa que este valor é quase o dobro do da segunda marca mais valiosa do ranking, a Yili (US$ 10,6 bilhões).

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