Uma nota divulgada pela Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS), nessa terça-feira (30), causou indignação entre os produtores gaúchos e brasileiros de leite.
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Uma nota divulgada pela Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS), nessa terça-feira (30), causou indignação entre os produtores gaúchos e brasileiros de leite. No texto, o presidente da entidade, Wlademir Dall’Bosco diz que a solução para a crise do mercado leiteiro passa pela produção, e não pelo governo, com a compra de estoques, o que acaba gerando desequilíbrio dentro da cadeia e beneficiando apenas uma parte do setor industrial. “Precisamos atuar dentro das regras de mercado e deverá sobreviver quem for mais eficiente”, afirma Dall’Bosco. Joel Dalcin, um dos coordenadores do Movimento Construindo Leite Brasil no RS, contesta a posição do dirigente da Apil/RS, considerando-o “lamentável”.  

Em nota enviada à redação do AGROemDIA, nessa quarta-feira (31), Joel Dalcin critica Dall’Bosco. Abaixo, a manifestação do coordenador do Movimento Construindo Leite Brasil:

“Lamentável. Lamentável um cidadão gaúcho e brasileiro falar como se estivesse, porventura, num outro país, particularmente do primeiro mundo, onde os governos valorizam e apoiam o produtor rural. Nos referimos ao senhor Wladimir Dall’Bosco, presidente da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (April/RS).

Se os impropérios colocados tivessem partido do Sindileite/RS, poderíamos até entender, porque estes já sabemos ser arrogantes, prepotentes e insensíveis.

No entanto, muito nos surpreendemos ter partido do representante dos pequenos laticínios do RS, o que nos leva a concluir que são “farinha do mesmo saco”!

Por fim, quando o senhor Dall’Bosco remete para o produtor de leite  a responsabilidade e ônus de resolver todas as sérias distorções do mercado, dizendo, “precisamos atuar dentro das regras de mercado e deverá sobreviver quem for mais eficiente”, queremos dizer, senhor Dall’Bosco e senhores Sindilat, venham pra dentro de uma propriedade de leite produzir 365 dias do ano, faça sol, faça chuva, com geadas, sem feriado ou dia santo, concorrendo deslealmente com outros países, logística caótica, carga tributária absurda, energia caótica… Venham, então, produzir leite nestas condições.

Muita cretinice, imenso desprezo, nosso repúdio, senhor Dall’Bosco!”

Os primeiros produtos lácteos processados consumidos pelo homem foram provavelmente produtos lácteos de cultura há cerca de 8.000 a 12.000 anos. 

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Una respuesta

  1. Prezados

    Curioso, o Sr Dall’Bosco fala a verdade, elenca os reais problemas da cadeia produtiva, de todos nós conhecidos, e agora vêm criticá-lo por exprimir o que é certo, ainda mais com termos inaceitáveis na vida civilizada.
    Gostaria de registrar aqui meu apoio incondicional e minha solidariedade ao Sr. Dall’Bosco por sua visão clara e direta do mercado.
    Aos que insistem em uma visão obtusa, distorcida, para atender a seus próprios interesses, sugiro que acompanhem por onde anda o preço internacional do leite in natura, em especial aqui no Mercosul.
    Luiz Fernando Esteves Martins – ex-presidente do G-100, da ABIQ e do CONIL, conselheiro/vice-presidente dessas três e da VivaLácteos

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