Segundo o Imea, o setor pode ser beneficiado pelas várias opções de fonte de proteína bruta, somadas às perspectivas de menores preços dos grãos em 2019
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
boi no cocho
Foto: Sepaf-MS

Com o início do outono e as perdas nutricionais das pastagens, os pecuaristas de gado leiteiro de Mato Grosso podem elevar o poder de compra de insumos para ração optando por matérias-primas alternativas, diz o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). “Com várias opções de fonte de proteína bruta (PB), somadas às perspectivas de menores preços dos grãos neste ano, o poder de compra do pecuarista pode ser melhor em 2019”, avalia em relatório.

O farelo de soja é o mais utilizado como fonte de proteína bruta para as vacas, com 46% de PB por tonelada e custo de R$ 2,35 por PB. No entanto, o Imea informa que o farelo de algodão pode ser o substituto mais atrativo, pois apresenta 38% de PB e chega a ser R$ 0,99 por PB mais barato que o farelo de soja.

Em seguida, nota-se que o DDG, subproduto extraído após destilação do milho, também pode ser mais econômico, uma vez que tem preço R$ 0,73 por PB mais baixo que o derivado da soja e conta com 34% de proteína bruta. “Estima-se que a safra 2018/19 de milho será a segunda maior de Mato Grosso, o que pode deixar o preço do DDG ainda mais competitivo”, acrescenta o instituto.

Ainda de acordo com a análise, o preço do leite pago ao produtor em março, referente à captação de fevereiro, aumentou 0,94% ante os valores pagos no mês anterior, para R$ 1,07 por litro. Segundo o Imea, o reajuste só não foi maior porque a margem bruta da mussarela, principal derivado produzido no estado, está apertada, impedindo maiores remunerações aos produtores. Na indústria, o preço da mussarela caiu 0,72%, para R$ 15,22 por quilo, enquanto o consumidor final viu um aumento de 1,94% no produto, a R$ 36,06 por quilo.

O preço do leite UHT na indústria subiu 23,50% na variação mensal, para R$ 2,68 por litro. “A oferta restrita deste produto, aliada a uma melhora na demanda por causa da volta às aulas, foi o principal fator para o reajuste”, explica o estudo. Ao consumidor, a valorização ficou em 3,25%, para R$ 3,42 por litro.

Dados sobre os principais indicadores para a cadeia produtiva do leite como preços do leite no mercado brasileiro e internacional, relação de troca ao produtor, balança comercial brasileira de leite e derivados.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

newsletter

ASSINE NOSSO NEWSLETTER