Naquele ano, apesar da ligeira valorização no preço pago ao produtor frente a 2017, o indicador de custo de produção da atividade leiteira também cresceu, ou seja,
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Em 2018 a margem da atividade leiteira diminuiu (assunto abordado alguns meses atrás na edição de fevereiro).

Naquele ano, apesar da ligeira valorização no preço pago ao produtor frente a 2017, o indicador de custo de produção da atividade leiteira também cresceu, ou seja, a margem do produtor foi abalada, inclusive com prejuízos em diversos casos.

Recuperação da margem

Já 2019 começou com um cenário favorável para o produtor.

Desde dezembro de 2018 até o pagamento realizado em abril, o preço ao produtor subiu 9,8%.

Na comparação ano a ano a receita está 13,8% maior em valores nominais (sem considerar a inflação).

A queda na produção da matéria-prima foi o principal motivo do incremento dos preços. O Índice de Captação de Leite da Scot Consultoria recuou 7,9% desde o pico de produção, que ocorreu em meados de dezembro, considerando a média nacional.

Além disso, a boa expectativa para a produção de milho nesta temporada, e a queda na demanda para o mercado externo têm pressionado para baixo as cotações do cereal.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas, em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou abril cotada, em média, em R$36,00, sem o frete.

Desde o final de fevereiro, quando começaram os recuos, o preço do grão caiu 16,3% no estado. Na comparação com abril do ano passado, o milho está custando 6,5% menos este ano.

Para o farelo de soja, o preço também está pressionado para baixo devido a maior disponibilidade interna, com a colheita concluída e incertezas com relação à demanda e continuidade dos bons volumes exportados até então.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na segunda metade de abril, a tonelada de farelo de soja ficou cotada, em média, em R$1.255,65, sem o frete.

A queda foi de 0,6% na comparação mensal. Na comparação com abril do ano passado, o farelo está custando 14,5% menos este ano.

Com a queda nos custos de produção e aumento na receita do produtor, a margem está favorável para o produtor de leite este ano.

Em abril, na comparação ano a ano, a margem do produtor aumentou 9,9 pontos percentuais. Esta melhora vem ocorrendo desde o começo do ano, veja a figura 1.

Figura 1.
Preço do leite ao produtor versus custos de produção da pecuária leiteira, base 100= janeiro de 2016.


Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br

Considerações finais

A queda nas cotações dos principais componentes da dieta, somada às altas de preços do leite ao produtor são fatores positivos para a atividade leiteira este ano.

Com isso, espera-se um cenário melhor para o produtor, mas ainda sem grandes investimentos na atividade.

A atenção fica por conta dos produtos “dolarizados”, aqueles que sofrem alteração devido a alta da moeda norte-americana, como suplementos minerais e fertilizantes. A Reforma da Previdência caminhando a passos lentos, e as incertezas sobre a disputa comercial entre Estados Unidos x China, têm aumentando a volatilidade do dólar.

Inflação registrada em agosto no Estado é a maior desde maio de 2021, de acordo com o ICPLeite da Embrapa

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