As novas regras, que tratam da produção e armazenamento de leite cru, começam a valer no próximo dia 30 de maio.
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As novas regras, que tratam da produção e armazenamento de leite cru, começam a valer no próximo dia 30 de maio. As medidas estão previstas nas instruções normativas 76 e 77. Elas trazem mudanças na contagem de bactérias, uso de antibióticos e recepção do produto na indústria.

As novas normas foram pauta de um seminário realizado na sexta-feira (17), no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc), em Lages. Promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o evento reuniu técnicos de todo o estado ligados à cadeia produtiva de leite. Além de Lages, outras três cidades de Santa Catarina e do Paraná receberão o seminário.

De acordo com o auditor fiscal federal Agropecuário do Mapa, Sérgio Bajaluk, as mudanças das regras visam, fundamentalmente, aumentar a qualidade do leite e abrir o mercado externo para o produto. Atualmente, o Brasil exporta cerca de 1% de toda a produção para mercados menos exigentes.

Com as novas normas, o plano é expandir a venda para países mais exigentes. “As mudanças são muito boas. Elas vão padronizar e normatizar a produção do leite, agregando valor ao produto. O setor só tendo a ganhar”, destacou Sérgio.

O temor do setor produtivo é que as normativas acabem aumentando os custos de produção, e o leite fique mais caro para o consumidor. Sérgio explicou, porém, que as mudanças tratam apenas de adequações de higiene e manejo de ordenha, não precisando que produtor realize investimentos para se adequar.

O presidente do Conselho Brasileiro de Qualidade do Leite, professor do CAV/Udesc, André Thaler Neto, enxerga as mudanças de forma positiva, porque vai melhorar a qualidade do leite ofertado ao consumidor e atingir o mercado externo mais exigente. “O produtor tem esse desafio, mas os ajustes são necessários”, comenta André.

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri também defende as novas regras. Ele destaca que as medidas eram uma exigência desde 2014 e muitos produtores já se adequaram às normas e alguns terão que se capacitar para as tarefas cotidianas nas propriedades.

A principal vantagem das alterações, conforme ele, será a expansão do leite no mercado internacional. “Temos que estar prontos para a exportação”, sustentou Barbieri, observando que o Mapa garantiu que produtores que têm renda na produção de leite não serão excluídos.

Produção na Serra Catarinense

Santa Catarina produz cerca de 8 milhões de litros de leite por dia, segundo a Faesc. A atividade está presente em 80 mil propriedades rurais. Na Serra Catarinense, conforme o presidente da Associação dos Produtores de Leite (Aproleite), a produção de leite mantém-se estável.

A região produz de 40 mil a 50 mil litros por dia. A maior parte da produção é entregue à Chocoleite, antiga Lactoplasa. Barbieri informa que os produtores, principalmente do Oeste do estado, estão investindo bastante no setor.

O preço do leite longa vida caiu pelo terceiro mês consecutivo nos supermercados do país.

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