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Rio Grande do Sul |29 agosto, 2019

Leite | Novos produtores superam desafios e investem no leite

A primeira Expointer do produtor de leite Fabricio Zatt, da Agropecuária Zatt, de Colorado, vai ficar marcada para sempre na história de sua família.

A primeira Expointer do produtor de leite Fabricio Zatt, da Agropecuária Zatt, de Colorado, vai ficar marcada para sempre na história de sua família. Depois de o pai várias vezes pensar em abandonar a atividade, pela instabilidade do mercado de leite e pelos baixos preços, veio a grande consagração de sua propriedade com a conquista do prêmio de grande campeã leiteira da raça Holandesa, em Esteio.

Fabricio é um exemplo de jovem que bateu pé e, apesar das adversidades preferiu ficar na granja e ajudar o pai a tocar os negócios, propondo uma mudança de perfil produtivo. «Começamos a investir em tecnologia, genética, inseminação artificial, boa alimentação para melhorar o rebanho. O resultado está aí, com duas vacas grandes campeãs, nas categorias jovem (Cotriba Zatt 34 Windsor) com produção de 73,18 quilos e na categoria animal adulto com 80,11 kg (Cotriba Zatt 75 Brawler)», comemorou.

O produtor que é técnico em agropecuária, curso que fez com objetivo de aplicar os conhecimentos na propriedade, conta que o apoio das cooperativas foi muito importante para o desenvolvimento dos negócios, especialmente pela assistência técnica sobre manejo, dieta específica para a demanda de cada animal. Ele conta que agora está desenvolvendo um projeto de ampliação e readequação do galpão que alojam as vacas, para o sistema conhecido como cross ventilation que até o final de ano deve estar concluído. Esse sistema permite ganho em ambiência e consequentemente melhorias na produção de leite, pois controla a temperatura, proporcionando bem-estar animal e as condições ideais para a produção de leite.

A volta por cima da família Zatt, que há 30 anos se dedica à produção leiteira, evitou que ela virasse estatística. Conforme o assistente técnico estadual da Emater, Jaime Ries, de 2015 a 2017, 19 mil produtores deixaram a atividade e a tendência de abandono continua. Para piorar a situação, dados revelam que em 2017, 38,5% das famílias que produziam leite não tinham sucessores na atividade. Segundo Ries, o Estado conta hoje com 65 mil produtores de leite.

O secretário-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Pedrinho Signori, destaca que entre os entraves está a falta de garantia da produção, com alta oscilação de preços. «A insegurança não firma o jovem no campo, porque ele não vislumbra o futuro», comentou.

Para Zatt, os produtores deveriam ter garantia de preço e saber o quanto irão receber, pois «entregam o leite e só depois de 30 dias é que têm o valor a receber». Por outro lado, diz Signori, os que ficam investem muito e querem se diferenciar. «Há casos de propriedades que há pouco tempo produziam 20 litros de leite/dia e com tecnologia pularam para 30 litros. A dedicação dos jovens tem feito com que muitas propriedades consolidem suas produções.»

Criador retoma a atividade familiar com investimento em tecnologia


Ivan Rodrigues da Silva retomou produção leiteira familiar em Santo Cristo
/Marcelo G. Ribeiro/JC

O produtor Ivan Rodrigues da Silva conta que na sua família, a atividade leiteira pulou uma geração, começou com os avós, depois os pais resolveram seguir carreira fora do campo e que ficou a cargo dele, após se formar em veterinária, arrendar uma propriedade em Santo Cristo e retomar a atividade, mas com sangue novo. «Foquei em tecnologia, especialmente alimentação de altíssima qualidade, em parceria da Puro Trato, e sêmen de excelência que compro da Select Sires», conta.

Num determinado momento, todos os funcionários da granja arrendada decidiram largar a atividade e Ivan decidiu vender 100 vacas do plantel, manter apenas as 10 melhores e começar a trabalhar em sistema de parceria. «Fechei com a Cabanha Santa Clara de Humaitá e trabalhamos com incremento ainda maior em tecnologia, usando sêmen sexado de fêmea, nutrição balanceada. Hoje, temos 180 animais e temos planos de aumentar o plantel até o final do ano».

Silva está desenvolvendo um projeto de aumento do galpão das vacas, dentro do sistema free stall, climatizado, com manutenção de temperatura a 20 graus para confinamento de diferentes categorias (vaca seca, pré-parto e lactação) com foco no aumento de produção. O objetivo do produtor, que foca sua produção na raça Jersey, é participar de feiras e exposições.

O criador estreou na Expointer em 2018 e, de saída. teve uma das vacas consagradas como grande campeã na categoria até 36 meses, com a produção de 39 quilos de leite. «Só investindo em genética de ponta para competir de igual para igual com criadores que estão há muitos anos no mercado».

 

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