A produção de ração e sal animal, em 2021, foi estimada em 85 milhões de toneladas, o que pode representar um avanço de 4,5% sobre o volume registrado no País em 2020.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Estimativa do Sindirações é de avanço de 4,9% na produção de ração para bovinos de corte, com 5,8 milhões de toneladas | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

O índice de crescimento superou as estimativas do setor, que apostava em uma variação positiva de no máximo 2,5%. Entre os fatores que contribuíram para a alta estão a demanda maior vinda dos setores de pets e carnes bovina, suína e de frangos, com destaque para os produtores que exportam e conseguem minimizar em parte o aumento dos custos.

Já a fabricação de ração voltada para pecuária de leite e de postura apresentou resultado menos expressivo, uma vez que os setores enfrentam altas despesas e comercializam a maior parte da produção no mercado interno.

De acordo com o CEO do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zani, 2021 foi um ano de desafios para o setor, que continuou trabalhando com custos elevados, principalmente, dos grãos como milho, soja e trigo e insumos importados.

“O ano de 2021 foi marcado pela continuidade do alto custo de produção, que é global e não exclusividade da produção brasileira. A alta afetou a economia de praticamente todo o mundo. No entanto, no Brasil, a situação se agravou por conta do real desvalorizado frente ao dólar. Com isso, o produtor que destina ao mercado doméstico a maior parte da produção foi muito afetado. Para o agricultor ou pecuarista que exporta, o ano foi excelente, apesar de estar pagando preços maiores pelos insumos. Mas, com o real desvalorizado, o produto brasileiro ganha competitividade frente a outros países, reduzindo o impacto da alta dos insumos”, explicou.

A estimativa para 2022 é cautelosa, já que o ano tende a ser desafiador. Além dos custos de produção ainda altos, o ano é eleitoral, o que gera muita instabilidade no mercado. Outro fator desafiador é o poder de compra da população, que segue reduzido em função do elevado índice de desemprego e impactando a demanda interna pelos produtos de origem animal. Há ainda impactos provocados pelo aumento do dólar, o que deixa os insumos da atividade mais caros.

“Por todos os desafios e baseados nos níveis de produção repassados pelos nossos clientes, esperamos em 2022 repetir o resultado de 2021 e crescer 4,5%”, disse.

De acordo com os dados do Sindirações, a estimativa é de que, no ano passado, tenham sido produzidas 81,2 milhões de toneladas de ração animal, superando em 4,5% as 78 milhões de toneladas vistas em 2020.

Pets em evidência

Dentre os segmentos, o maior incremento foi observado na produção de ração para pets, que pode encerrar o ano com avanço de 10%, superando os 7,4% estimados no início de dezembro pelo Sindirações. Em 2020, foram produzidas 3,09 milhões de toneladas.

Entre os maiores volumes de produção, em 2021, a produção de ração para frango de corte aumentou 4,1%, somando 35,6 milhões de toneladas. Já para as galinhas de postura, a demanda chegou a 7,26 milhões de toneladas de ração, avanço estimado em apenas 1,5% frente a 2020.

“A avicultura de corte apresentou desempenho mais favorável por também atender ao mercado externo. Já a avicultura de postura, mesmo com vendas maiores em função dos preços mais acessíveis para os consumidores, tem o mercado interno como principal. Como os custos de produção aumentaram muito, o setor sofreu e vai crescer menos que os demais”.

Com estimativa de encerrar o ano com recordes em exportações, o setor de suínos demandou mais ração. A produção do item alimentício avançou 5,9% e deve encerrar o ano com um volume de 19,9 milhões de toneladas.

Consumo entre bovinos

Já entre os bovinos, os cenários foram distintos. Enquanto a pecuária de corte apresentou resultados e margens positivos para os produtores, a de leite sofreu com os custos elevados e margem de lucro achatada, pelo produto ser mais direcionado ao mercado interno, onde houve queda de consumo.

Com isso, a estimativa do Sindirações é de um avanço de 4,9% na produção de ração para bovinos de corte, com 5,8 milhões de toneladas, e estabilidade no caso das rações para o rebanho leiteiro, somando 6,4 milhões de toneladas.

“A expectativa que temos, sendo otimista, é que a demanda de ração para gado leiteiro fique estável em relação a 2020, mas é possível que haja retrocesso por conta das dificuldades que o produtor enfrentou. O alto custo de produção veio associado às péssimas condições das pastagens. Produtores menores sofreram muito. A situação foi e continua sendo bastante severa e desafiadora. Minas Gerais concentra a maior parte da produção e foi bastante afetado também”, concluiu.

Desestimulados com o mercado leiteiro em Goiás, produtores abandonam a produção e preço do leite dispara.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada.

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER