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Brasil |12 agosto, 2019

Leite | O desempenho do leite longa vida no Brasil

Com faturamento de R$ 68,7 bilhões em 2018 e queda de 2,1% em relação a 2017, a indústria de laticínios brasileira é o segundo segmento mais importante da indústria de alimentos no Brasil

Com faturamento de R$ 68,7 bilhões em 2018 e queda de 2,1% em relação a 2017, a indústria de laticínios brasileira é o segundo segmento mais importante da indústria de alimentos no Brasil, estando atrás apenas do setor de derivados da carne e tendo ultrapassado os segmentos de beneficiamento de café, chá e cereais e também o de açúcares.

Neste segmento, o leite longa vida se destaca. De acordo com a Pesquisa Industrial Anual (PIA) (do IBGE, 2019) o leite longa vida foi o 28º produto industrializado mais vendido no Brasil em 2017. Considerando os produtos alimentícios, ele perdeu apenas para carnes, açúcar, cervejas e refrigerantes. Mas, dentre os derivados do leite, o leite UHT é o que apresenta maior valor de vendas (Tabela 1), representando sozinho 23,1% do comércio de lácteos no Brasil.

Tabela 1. Valor de vendas dos derivados lácteos no Brasil.

Apesar de o leite longa vida ter aumentado o seu valor de vendas ao longo dos últimos anos, em 2017, ele perdeu um pouco a participação de mercado para outros derivados lácteos. É interessante notar que em 2016, o incremento no valor de vendas do leite UHT foi de 23,5%, superior ao incremento do setor lácteo, que foi de 22%. Já em 2017, o valor de vendas de leite UHT foi afetado pela crise e cresceu apenas 7,6%, enquanto o setor de laticínios cresceu 15,5%.

Em 2018, a consultoria Kantar mostrou que o leite UHT perdeu mais participação ainda: -611 mil lares. No entanto, ele ainda é o derivado do leite que tem maior índice de penetração nos domicílios brasileiros: 91,6%. Isso quer dizer que o produto está presente em 91,6% dos lares brasileiros.

De acordo com a Kantar, a maior parcela de consumidores de leite UHT vem da classe C, que domina 52% desse mercado, seguido pela classe A/B (33%) e classe DE (16%). As classes econômicas diferem tanto no tíquete médio (valor gasto em cada compra) quanto na frequência de compras, conforme mostra a Figura 1.

Figura 1. Tíquete médio e frequência de compra de leite UHT pelas diferentes classes econômicas no Brasil em 2018. Fonte: Abras. Elaborado pela autora.

Como pode-se observar, em 2018, a classe C foi duas vezes mais no supermercado comprar leite UHT do que a classe A/B. No entanto, o valor dispendido em cada compra foi 10,5% menor do que o dispendido pela classe A/B. No entanto, o gasto médio anual com leite UHT em 2018 foi de R$ 250,00. Aliás, de todas as categorias de produtos analisados, o gasto médio anual com leite UHT perde apenas para fraldas descartáveis (R$ 412,00) e cerveja (R$ 338,00), estando à frente inclusive de refrigerantes (R$ 186,50) e café torrado (183,50).

A região Sudeste é de longe a maior consumidora do produto, absorvendo 58% de todo o leite UHT vendido no País. No entanto, existem diferenças importantes dentro dessa região. Enquanto a Grande São Paulo e o Interior de São Paulo consomem, cada uma, 17,5% do leite UHT vendido no Brasil, a Grande Rio de Janeiro responde apenas por 7,6%.

Outra informação interessante sobre os consumidores de leite ultrapasteurizado é que, a maioria vive em famílias de 3 a 4 pessoas (50,4%), seguido de 1 a 2 pessoas (25,8%) e mais de 5 pessoas (23,8%). Além disso, o produto é mais comprado por famílias que têm crianças até 12 anos (54,2%), sendo que 40,9% dos compradores têm 2 a 3 filhos, 32,1% têm 1 filho e 6,6% têm mais de 4 filhos.

Assim, os dados mostram que o leite longa vida, produto lançado há 47 anos no mercado brasileiro, é o carro chefe da indústria láctea brasileira, estando presente em quase todos os domicílios do Brasil, além de ser um produto voltado para a classe média e para crianças. Isso justifica o elevado número de marcas desse produto, que é consumido de Norte a Sul do País e vende mais do que muitos produtos típicos da nossa cultura.

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