As infecções, causadas principalmente por bactérias, são o motivo mais comum para o aparecimento de novos casos de mastite em rebanhos leiteiros.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

As infecções, causadas principalmente por bactérias, são o motivo mais comum para o aparecimento de novos casos de mastite em rebanhos leiteiros. Essas bactérias chegam ao úbere de diferentes maneiras, sendo uma delas o próprio ambiente onde as vacas ficam. Desta forma, quando o reservatório principal das bactérias é o ambiente, temos o grupo de patógenos ambientais; ou seja, onde a transmissão ocorre do ambiente para a vaca.

Os principais patógenos ambientais são os coliformes e os Streptococcsus ambientais. Os grupos de coliformes são bactérias Gram-negativas, onde encontramos Escherichia coliKlebsiella spp., Serratia spp., Citrobacter spp e Enterobacter. Já, no grupo de Streptococcus ambientais, as bactérias causadoras de mastite mais comuns são: Streptococcus uberisStreptococcus dysgalactiaeEnterococcus spp. e Streptococcus canis.

Esses patógenos encontram-se no ambiente, principalmente em locais onde há o acúmulo de lama, esterco, barro. Sendo assim, o contato do úbere das vacas com o ambiente infectado pode levar a ocorrência de novos casos de mastite ambiental.

Como evitar a ocorrência

Para se evitar novos casos de mastite causados por patógenos ambientas, as duas principais armas são higiene e manejo!

Para a manutenção da higiene do úbere das vacas, deve-se dar atenção à limpeza das camas onde os animais deitam. Elas devem estar limpas, secas e confortáveis, para que não se tornem uma fonte de transmissão. Da mesma forma, a higiene e manutenção adequada das instalações das vacas em lactação, vacas secas e maternidade, bem como – é claro – da ordenha.

Um fator de extrema importância está associado à rotina de ordenha, onde é preciso atenção a todos os processos, para que seja possível a melhora contínua, de modo a se minimizar – cada vez mais – a ocorrência de novos casos de mastite.

Na rotina de pré-ordenha – quando o animal ainda está em preparação para a ordenha de fato – a condição de higiene do úbere é muito importante. O intuito dessa rotina é deixar os tetos limpos, secos e estimulados para que se possa colocar as teteiras. Normalmente, evita-se o uso de água nesse momento, para que a sujidade do úbere não acabe contaminando os tetos das vacas.

O descarte dos primeiros jatos de leite, além de ser importante para a detecção de mastite clínica, também serve para eliminar o leite com maior contaminação microbiana e estimular uma boa descida do leite.

Em seguida, o uso de pré-dipping é um dos processos mais importantes para a desinfecção dos quartos mamários, deixando-os em boas condições de limpeza (sem presença de matéria orgânica). Assim, há a redução do risco de uma possível nova infecção.

Esse manejo pode reduzir em 5 vezes a CBT (contagem bacteriana total do tanque), além de reduzir em 50% a chance de novos casos de mastite ambiental. Os principais produtos para essa desinfecção dos tetos são à base de iodo, peróxido de hidrogênio, clorexidina e hipoclorito de sódio. Cabe ressaltar que são necessários no mínimo 30 segundos de contato do produto com a pele do teto.

Após a desinfecção, deve-se realizar a secagem de cada teto, utilizando toalhas de papel ou então reutilizáveis. Então, com tetos limpos, secos e estimulados, é possível colocar o conjunto de teteiras e iniciar a ordenha.

Para a ordenha, é importante observar as condições de vácuo do sistema, assim como possíveis entradas de ar e deslizamentos de teteiras, o que também acaba sendo um fator de risco de uma nova infecção e/ou de possíveis aumentos de CBT.

Após a retirada do conjunto de teteiras, o uso do pós-dipping é o ponto principal para se evitar novas infecções, tanto de patógenos contagiosos como ambientais. Os desinfetantes “tipo barreira” podem reduzir novas infecções por patógenos ambientais.

Os principais produtos para a desinfecção dos tetos pós-ordenha são à base de iodo, clorexidina, hipoclorito de sódio, ácido láctico e dióxido de cloro. É muito importante aplicar a solução de pós-dipping em toda a superfície do teto.

De forma geral, para diminuir os riscos de um novo caso de mastite ambiental é preciso olhar para o manejo da fazenda como um todo. Desde a higienização das instalações até a rotina de ordenha, para que seja possível se entender a origem desses patógenos e, assim, manter não só a saúde dos animais, mas também a qualidade do leite.

 

Para incentivar a silagem a secretaria Municipal de agricultura está oferecendo tratores à comunidade.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER