Produtores rurais do Norte de Minas têm obtido bons resultados a partir da implantação de tecnologias que visam fortalecer a agropecuária no semiárido do estado.
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Produtores rurais do Norte de Minas têm obtido bons resultados a partir da implantação de tecnologias que visam fortalecer a agropecuária no semiárido do estado. “As atividades de produção de leite e de gado de corte melhoraram com as técnicas adotadas e com pastagens reformadas nas propriedades”, afirma o agrônomo Fredson Chaves, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). Em três regiões, Alto Rio Pardo, Médio e Baixo Jequitinhonha, são disponibilizadas alternativas viáveis aos produtores rurais, principalmente para a produção de forragens para a pecuária, a fim de tornar a atividade mais eficiente e garantir a geração de renda durante o ano todo. Fredson explica que, a partir de demandas apresentadas por produtores dessas regiões, a Embrapa uniu esforços com outras instituições e assim surgiu o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”. O agrônomo Cloves Ribeiro Neto, de Taiobeiras-MG, comenta como é o contexto local. “Nossa região é de semiárido, tipicamente com produtores familiares, produção de leite e de carne, porém com pastagens já antigas e áreas muito degradadas. Então, buscamos essa parceria com a Embrapa para que os produtores locais possam ter acesso com maior facilidade ao que existe de melhor em pesquisa agropecuária”. O projeto foi estruturado com a implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), onde são conduzidos experimentos para validação local das tecnologias. Assim, é possível avaliar quais práticas e cultivares apresentam melhor adaptação à região. “Nós, técnicos, precisamos utilizar tecnologias vindas de outras regiões e aplicar aqui, e nem sempre essas tecnologias são as melhores para os produtores. Dessa forma, o principal objetivo da unidade é difundir as tecnologias específicas para nossa região. Nós temos diversas variedades de capins, de palma forrageira, sorgo, milheto, entre outras culturas que aqui podem melhor se adaptar. E é isso que a gente vem testando”, comenta o zootecnista Bruno Lage, responsável técnico pela URT de Jequitinhonha-MG. Foram implantadas quatro URTs em municípios representativos de cada região: Araçuaí, no Médio Jequitinhonha; Almenara e Jequitinhonha, no Baixo Jequitinhonha; e Taiobeiras, no Alto Rio Pardo. As URTs são utilizadas como centros regionais de capacitação, com realização de dias de campo e treinamentos para técnicos e produtores. Além disso, foram selecionadas 16 propriedades rurais para instalação de Unidades Demonstrativas (UDs), que têm como objetivo a divulgação e a disseminação das tecnologias validadas nas URTs. A propriedade do produtor Jorge Gonçalves sedia a UD de Francisco Badaró-MG, onde foi implantada uma área de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Jorge conta que cultivou o sorgo com capim e ficou muito satisfeito com os resultados. “A produção de sorgo foi muito boa para melhorar o tratamento do gado na seca e já ficou a pastagem formada para continuar a tratar dos animais”. Cada Unidade Demonstrativa conta com o acompanhamento de extensionistas da Emater-MG que orientam os produtores na implantação das práticas recomendadas e também na gestão da propriedade como um todo. Robspierre Ferraz, técnico da Emater-MG, destaca que a atuação articulada da extensão rural com a pesquisa é fundamental para levar conhecimentos aos produtores e promover o desenvolvimento econômico e social. “Acompanhamos Unidades Demonstrativas com diversas tecnologias, como a implantação da cultura do capim BRS Capiaçu, a Integração Lavoura-Pecuária, técnicas de conservação de solo e água, como construção de Barraginhas e terraços. Em pouco tempo que esse trabalho tem sido desenvolvido, já temos grandes resultados e podemos demonstrar para produtores de toda a região”. O jovem Rogério Júnior dos Santos assumiu a condução da propriedade da família em Bandeira-MG há três anos e tem se valido da parceria com as instituições de pesquisa e extensão para alavancar a produção, que passou de cerca de 20 litros de leite para 150 litros por dia. “A gente vem adquirindo conhecimento e bons resultados dentro da propriedade, vendo que dá certo o trabalho em conjunto com a Embrapa e a Emater e seguindo as orientações que são passadas”. Confira o vídeo sobre o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”. Para assistir, clique aqui. Parcerias O projeto, coordenado pela Embrapa Milho e Sorgo, conta com uma rede de parcerias, que envolve Emater-MG, Anater, Senar, Sebrae, Epamig, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, sindicatos rurais e os consórcios de municípios das três regiões atendidas: Ameje (Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Jequitinhonha), Comar (Consórcio Público Intermunicipal Multifinalitário do Alto Rio Pardo) e Nova Ambaj (Nova Associação dos Municípios da Microrregião do Baixo Jequitinhonha).

Produtores rurais do Norte de Minas têm obtido bons resultados a partir da implantação de tecnologias que visam fortalecer a agropecuária no semiárido do estado. “As atividades de produção de leite e de gado de corte melhoraram com as técnicas adotadas e com pastagens reformadas nas propriedades”, afirma o agrônomo Fredson Chaves, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG).

Em três regiões, Alto Rio Pardo, Médio e Baixo Jequitinhonha, são disponibilizadas alternativas viáveis aos produtores rurais, principalmente para a produção de forragens para a pecuária, a fim de tornar a atividade mais eficiente e garantir a geração de renda durante o ano todo. Fredson explica que, a partir de demandas apresentadas por produtores dessas regiões, a Embrapa uniu esforços com outras instituições e assim surgiu o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”.

O agrônomo Cloves Ribeiro Neto, de Taiobeiras-MG, comenta como é o contexto local. “Nossa região é de semiárido, tipicamente com produtores familiares, produção de leite e de carne, porém com pastagens já antigas e áreas muito degradadas. Então, buscamos essa parceria com a Embrapa para que os produtores locais possam ter acesso com maior facilidade ao que existe de melhor em pesquisa agropecuária”.

O projeto foi estruturado com a implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), onde são conduzidos experimentos para validação local das tecnologias. Assim, é possível avaliar quais práticas e cultivares apresentam melhor adaptação à região.

 

 

“Nós, técnicos, precisamos utilizar tecnologias vindas de outras regiões e aplicar aqui, e nem sempre essas tecnologias são as melhores para os produtores. Dessa forma, o principal objetivo da unidade é difundir as tecnologias específicas para nossa região. Nós temos diversas variedades de capins, de palma forrageira, sorgo, milheto, entre outras culturas que aqui podem melhor se adaptar. E é isso que a gente vem testando”, comenta o zootecnista Bruno Lage, responsável técnico pela URT de Jequitinhonha-MG.

Foram implantadas quatro URTs em municípios representativos de cada região: Araçuaí, no Médio Jequitinhonha; Almenara e Jequitinhonha, no Baixo Jequitinhonha; e Taiobeiras, no Alto Rio Pardo. As URTs são utilizadas como centros regionais de capacitação, com realização de dias de campo e treinamentos para técnicos e produtores.

Além disso, foram selecionadas 16 propriedades rurais para instalação de Unidades Demonstrativas (UDs), que têm como objetivo a divulgação e a disseminação das tecnologias validadas nas URTs.

A propriedade do produtor Jorge Gonçalves sedia a UD de Francisco Badaró-MG, onde foi implantada uma área de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Jorge conta que cultivou o sorgo com capim e ficou muito satisfeito com os resultados. “A produção de sorgo foi muito boa para melhorar o tratamento do gado na seca e já ficou a pastagem formada para continuar a tratar dos animais”.

Cada Unidade Demonstrativa conta com o acompanhamento de extensionistas da Emater-MG que orientam os produtores na implantação das práticas recomendadas e também na gestão da propriedade como um todo.

Robspierre Ferraz, técnico da Emater-MG, destaca que a atuação articulada da extensão rural com a pesquisa é fundamental para levar conhecimentos aos produtores e promover o desenvolvimento econômico e social. “Acompanhamos Unidades Demonstrativas com diversas tecnologias, como a implantação da cultura do capim BRS Capiaçu, a Integração Lavoura-Pecuária, técnicas de conservação de solo e água, como construção de Barraginhas e terraços. Em pouco tempo que esse trabalho tem sido desenvolvido, já temos grandes resultados e podemos demonstrar para produtores de toda a região”.

O jovem Rogério Júnior dos Santos assumiu a condução da propriedade da família em Bandeira-MG há três anos e tem se valido da parceria com as instituições de pesquisa e extensão para alavancar a produção, que passou de cerca de 20 litros de leite para 150 litros por dia. “A gente vem adquirindo conhecimento e bons resultados dentro da propriedade, vendo que dá certo o trabalho em conjunto com a Embrapa e a Emater e seguindo as orientações que são passadas”.

Confira o vídeo sobre o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”. Para assistir, clique aqui.

Parcerias

O projeto, coordenado pela Embrapa Milho e Sorgo, conta com uma rede de parcerias, que envolve Emater-MGAnaterSenarSebraeEpamigInstituto Federal do Norte de Minas Gerais, sindicatos rurais e os consórcios de municípios das três regiões atendidas: Ameje (Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Jequitinhonha), Comar (Consórcio Público Intermunicipal Multifinalitário do Alto Rio Pardo) e Nova Ambaj (Nova Associação dos Municípios da Microrregião do Baixo Jequitinhonha).

Campanha consumo de leite – A Campanha da 1ª Semana do Leite, prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro, foi o tema central da 18ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada nesta sexta-feira (17).

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