Para o vice-presidente de Ruminantes da DSM no Brasil, Sergio Schuler, vão sobressair os pecuaristas com gestão mais apurada e que investem em tecnologias visando a rentabilidade do negócio
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Para o vice-presidente de Ruminantes da DSM no Brasil, Sergio Schuler, vão sobressair os pecuaristas com gestão mais apurada e que investem em tecnologias visando a rentabilidade do negócio

“Na pecuária, a profissionalização do meio vem acontecendo e vai ser cada vez mais intensa”, afirmou na manhã desta segunda-feira (14/12), Sergio Schuler, vice-presidente de Ruminantes da DSM no Brasil. Junto com parte de sua equipe de diretores, Schuler falou sobre as projeções para 2021 e apresentou um balanço do ano para os projetos de confinamento, tecnologias, nutrição e mercado. “Vão se sobressair aqueles pecuaristas que têm a gestão mais apurada e que investem em tecnologias que contribuem para elevar os níveis de rentabilidade“, diz ele. A holandesa DSM tem uma receita global nas áreas animal e humana da ordem de 10 bilhões de euros, por ano.

Sergio Schuler, vice-presidente da DSM no Brasil. Foto: divulgação

 

Embora 2020 tenha sido de desafios por conta da pandemia do novo coronavírus, com um mercado bastante volátil, o saldo para o setor da pecuária de corte foi positivo e deve se estender para 2021. Mesmo para uma pecuária, como a brasileira, com uma amplitude de indicadores de tecnologia muito grande e baseada na criação a pasto. “Desde o início do ano, o preço do bezerro subiu 70% e do boi magro 50%”, diz Luciano Morgan, gerente de categoria Corte. “Na cria, as margens de qualquer produtor melhorou bastante.” Isso significa, na ponta, uma pecuária mais produtiva a cada ciclo de alta e baixa da cria, levando a uma geração com índices de desempenho acima da anterior. “Os dados do IBGE mostram que as carcaças estão cada vez mais pesadas e a idade de abate cada vez menor”, afirma Schuler.

Para o gado confinado, um setor que a empresa acompanha com um projeto de levantamento de cenário da engorda intensiva, a projeção é que o ano termine com 6,2 milhões de bovinos no sistema, 6% acima de 2019. Os dados da DSM mostram que o crescimento tem sido contínuo desde 2016, ano em que 3,7 milhões de bovinos foram engordados no sistema. “O custo de engorda no confinamento foi de R$ 170 por arroba. O atual preço da arroba cobre o custo e deixa lucro”, afirma o gerente de Categoria, Marcos Baruselli.

Para a próxima temporada, mesmo com o milho em alta e escasso no primeiro semestre, a expectativa é de mercado em alta. Neste ano, o cereal saiu de cerca de R$ 40 a saca para R$ 80. “Quem for confinar gado tem de ficar focado em produtividade.” De acordo com Baruselli, não adianta um confinador pensar em 1 kg por diário de ganho de peso, a faixa para ter lucro é um ganho médio da ordem de 1,7 quilos por dia, ou acima disso. É nessa conta que a atividade ganha peso.

Também foram apresentados dados de pecuária de leite, as tecnologias digitais implantadas e como a empresa pretende gerir sua equipe de cerca de 750 profissionais, com parte dela em contato direto com o produtor; a presença da empresa no e-commerce e suas tendências e as tecnologias de nutrição animal que estão chegando. “Não teremos novas tecnologias a serem lançadas em 2021, mas vamos colocar no mercado adequações de produtos e fórmulas”, diz Juliano Sabella, diretor de marketing da área de Ruminantes da DSM. Como, por exemplo, produtos com betacaroteno para o gado de corte e que já são oferecidos ao gado de leite. O betacaroteno é um auxiliar no desempenho reprodutivo.

Mas da equipe de pesquisadores são esperadas novidades. Sérgio Schuler adiantou que as pesquisas globais da DSM sobre redução de metano estão adiantadas, inclusive com estudos realizados no Brasil. Para 2021, de acordo com o diretor, está prevista a sua conclusão e parcerias podem ocorrer com o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa). “Para lançamento de produtos desta categoria ainda não temos data, mas são tecnologias que a DSM aposta e que estão avançando muito rapidamente.”

 

Campanha consumo de leite – A Campanha da 1ª Semana do Leite, prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro, foi o tema central da 18ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada nesta sexta-feira (17).

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