Criadores trabalham no cruzamento das raças sindi e gado holandês para que o leite produzido seja exclusivamente o A2, conhecido por não causar alergia
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Criadores trabalham no cruzamento das raças sindi e gado holandês para que o leite produzido seja exclusivamente o A2, conhecido por não causar alergia

Um dos grandes desafios do mercado alimentício da atualidade está no atendimento de grupos específicos de consumidores. Pensando nisso, alguns pecuaristas já desenvolvem projetos especiais para atender o mercado de pessoas com alergia ao leite.

Adaldio José de Castilho Filho, por exemplo, vem de uma família criadora de gado da raça sindi há mais de 83 anos. Neste período, as Fazendas Reunidas Castilho prosperaram muito em função da capacidade dos animais da raça em produzirem tanto leite como carne de qualidade.

 

Apostando no melhoramento genético, foi feito um cruzamento com gado holandês – comum entre as raças zebuínas produtoras de leite – dando origem ao sindolando, um animal com muito potencial leiteiro e que, assim como o sindi, produz uma quantidade acima da média de leite tipo A2, conhecido por não causar alergia e ajudar na prevenção de diabetes e problemas cardíacos. É importante destacar, no entanto, que o leite A2 não é indicado para a intolerância à lactose, que pode ser confundida com a alergia ao leite de vaca

“O sindi era muito explorado no leite e estamos fazendo do sindolando uma opção de uma vaca de porte menor, alta produção e persistência. Estamos fazendo um trabalho nesta raça para que o leite dela seja exclusivamente o A2”, contou.

Todos os animais produzem leite do tipo A2, mas o diferencial dos animais sindi e sindolando é que possuem maior probabilidade para a produção desta variedade. “A raça sindi tem uma porcentagem de 85% a 90% na produção de A2. Algumas raças produzem mais o A1, que é o leite mais consumido de maneira geral”, falou Adaldio.

Foto: ABCSindi/Divulgação

A expectativa do criador é conquistar um mercado que representa cerca de 20% da população que possui alergia a alimentos lácteos.

Adaldio de Castilho com sua criação de sindi – Foto: ABCSindi/Divulgação

A raça

“Assim como todas as raças evoluíram ao longo dos anos, com o sindi não foi diferente. Eles eram animais menores e, com o melhoramento genético, evoluiu e foi conquistando o mercado”, contou o criador

O diferencial evidente em relação aos demais zebuínos é o fato da raça possuir porte mediano, com uma carcaça extremamente revestida e convexa.  Com ossatura mais fina, o animal possui costela profunda, com um pescoço mais curto e largo.

“Este animal foi desenvolvido há mais de 6 mil anos em uma área praticamente desértica chamada Sind, no atual Paquistão, mas que fazia parte do território indiano. Essa região é árida e montanhosa, por isso o animal desenvolveu coxas largas e garupa muito forte”, disse Adaldio.

Em seu local de origem, o sindi tinha que enfrentar as altas temperaturas do dia e o frio do deserto no período da noite. Por este motivo, é considerado um gado muito adaptável. “Eu crio sindi em Cambará do Sul (RS), uma das cidades mais frias do Brasil, e posso dizer com tranquilidade que o animal de lá é extremamente produtivo. Ele armazena gordura precocemente na carcaça subcutânea por ter pêlo e couro mais finos, isso dá um sabor diferenciado na carne”.

Já o sindolando, na opinião de Adaldio de Castilho, pode ser uma boa boa alternativa para pequenos produtores, já que o animal não é tão grande e produz quantidades significativas de leite.

Dados sobre os principais indicadores para a cadeia produtiva do leite como preços do leite no mercado brasileiro e internacional, relação de troca ao produtor, balança comercial brasileira de leite e derivados.

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