O coordenador do Grupo de Trabalho do Leite da Assembleia Legislativa, deputado estadual Zé Nunes (PT), criticou o anúncio do governo federal sobre aumento das exigências para os produtores sem oferecer condições para adaptação às novas regras.
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O coordenador do Grupo de Trabalho do Leite da Assembleia Legislativa, deputado estadual Zé Nunes (PT), criticou o anúncio do governo federal sobre aumento das exigências para os produtores sem oferecer condições para adaptação às novas regras.

De acordo com as regras ainda em vigor, a temperatura máxima que o leite podia chegar ao estabelecimento industrial era de até 10°C. Agora, a nova legislação determina a temperatura máxima de 7°C. “Diferença suficiente para excluir milhares de pequenos e médios produtores. Muitos deles moram em regiões distantes, devido ao tempo necessário para transportar o produto, e nem teriam condições de investir em novos equipamentos de refrigeração”, disse o deputado.

Segundo o parlamentar, a falta de recursos públicos, de linha de crédito somado às novas regras vai enfraquecer ainda mais a cadeia leiteira gaúcha. “Já perdemos a condição de segundo maior produtor do Estado para o Paraná. O número de produtores de leite gaúchos que têm abandonado o trabalho só cresce”, alertou. Segundo a Emater (RS), em torno de 35 mil agricultores familiares deixaram de produzir leite no Estado nos últimos quatro anos.

A atividade leiteira envolve grande número de pessoas e faz girar a economia dos municípios, principalmente os pequenos. A desistência da atividade acaba afetando toda a economia local e regional. Zé Nunes lamentou ainda que o Governo do Estado não tenha apresentado uma política para a cadeia do leite. “Nada fez até agora para evitar o abandono de milhares de pequenos produtores da atividade do leite. Temos que cobrar do alternativas para sair da crise financeira, e a produção do leite é uma ótima oportunidade, mas para isso, precisamos reforçar as pequenas e médias cooperativas. Precisamos preservar esta possibilidade de produção”, defendeu Zé Nunes.

Podemos convoca o governo regional a “arregaçar as mangas” e comprar ações em empresas estratégicas para garantir suas raízes no território.

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