ALTERNATIVA MAIS BARATA Até 30% mais baratos, a lista de produtos de segunda linha conta com leite em pó, requeijão e até leite condensado.
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Débora Casa Grande conta que o leite subiu 4,5% em uma semana, mas descarta a venda de similares lácteos / Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Com o preço do leite subindo nas prateleiras dos supermercados, chegando a R$ 10 o litro em alguns pontos, os produtos similares têm sido alternativa para a economia com valor 30% mais baixo, porém com qualidade duvidosa. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em um ano, os produtores de leite já aumentaram o preço do produto em 21,6%, que reflete muito no bolso do consumidor final.

Em uma mercearia na Vila Progresso, o litro do leite saltou de R$ 7,80 para R$ 8,15 em uma semana, o que representa reajuste de 4,5%. A proprietária, Débora Casa Grande, compra direto de distribuidoras e precisa segurar os reajustes para não perder clientes. “É impossível repassar 100% do aumento de preços porque afasta os clientes e as vendas caem, porém é inviável segurar os reajustes e arcar com os prejuízos. Sempre que aumenta, as vendas diminuem, prejudica tanto o comércio quanto o consumidor final”, afirma a proprietária.

Assim como o leite, todos os derivados lácteos são afetados com o aumento de preços constante. Leite condensado, leite em pó, creme de leite e queijo são exemplos do reajuste. “Todos os alimentos que utilizam leite na fabricação ficaram mais caros. Hoje, uma lata de leite condensado está custando mais de R$ 10”, diz Débora.

ALTERNATIVAS

Por conta da inflação, alternativas mais baratas começaram a aparecer nas prateleiras de supermercados. Com preço até 30% mais baixo, a lista de produtos de segunda linha conta com leite em pó, iogurtes, requeijão, leite condensado, creme de leite, entre outros que substituem o leite por compostos lácteos, amido e soro de leite.

Mesmo com os produtos presentes nas gôndolas de supermercados, Débora descarta vender em sua mercearia e considera baixo custo-benefício. “Não pretendo vender os similares aqui. Além de não ter procura, acredito que, pelo custo-benefício, não está valendo a pena. Muitos supermercados estão vendendo alternativas que deveriam ser mais baratas, pela qualidade menor, pelo mesmo preço de produtos de primeira linha”, afirma a dona da mercearia.

Assim como Débora, a proprietária de um mini mercado no Vianelo, Rosemary Nogueira, também descarta a venda de produtos similares ao leite. “Reparei que os supermercados começaram a vender leite condensado com soro de leite, leite em pó feito com mistura láctea e até requeijão com amido. Não tenho o menor interesse de vender em meu mercado porque, mesmo sendo mais baratos que o leite, ainda são caros pelo o que estes produtos oferecem”, explica Rosemary.

A proprietária também sofre diariamente com a alta de preços e lamenta a queda nas vendas. “Em um mês, o leite passou de R$ 4,79 para R$ 6,90 nos atacados. Hoje, eu vendo por R$ 8,50 para ter margem de lucro”, diz.

RISCOS

Para a nutricionista Francislaine de Oliveira, a substituição do leite por derivados pode causar riscos à saúde e confundir os consumidores na hora da compra. “Geralmente, estes produtos ficam um do lado do outro nas prateleiras e têm semelhanças na embalagem, o que pode confundir os consumidores. O composto lácteo, usado como uma alternativa ao leite, é um produto ultraprocessado com deficiência de proteínas e nutrientes e o consumo frequente pode ser perigoso à saúde, principalmente para crianças e portadores de diabetes”, explica
a nutricionista.

O rigoroso controle de custos e as melhorias de produtividade permitem que a Danone compense até certo ponto o aumento dos custos.

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