Entidades que representam a cadeia produtiva de lácteos têm pressa para que o Ministério da Agricultura divulgue uma nota técnica postergando parcialmente a entrada em vigor das novas normas IN 76 e IN 77.
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Entidades que representam a cadeia produtiva de lácteos têm pressa para que o Ministério da Agricultura divulgue uma nota técnica postergando parcialmente a entrada em vigor das novas normas IN 76 e IN 77. Isto porque se elas entrarem em vigor dia 30 de maio e o Ministério Público cobrar a exigência, uma parte da produção não poderá ser usada pelas indústrias, o preço do leite vai ficar muito mais caro para o consumidor e milhares de produtores que têm uma renda importante nessa atividade serão excluídos.

— As políticas de compliance das empresas são rigorosas. Se tem regras, elas vão cumprir, têm nome a zelar. Por isso há risco de indústrias e consumidores ficarem sem leite – alterta Airton Speis, coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira.

Segundo ele, o leite consumido hoje no Brasil já segue normas, é inspecionado pelos órgãos responsáveis, especialmente a fiscalização do Ministério da Agricultura, e tem qualidade. Só não são regras tão rígidas quanto as praticadas por países exportadores como as da Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Austrália.

Colocar tudo na ilegalidade da noite para o dia porque as normas ficaram mais rígidas é um risco desnecessário.

— O Ministério vai ficar com a faca e o queijo na mão (literalmente) para fazer uma operação ‘Leite Fraco’ – afirma Spies.

A mudança das regras visam, principalmente o mercado externo. Atualmente, o Brasil exporta cerca de 1% da produção somente para mercados menos exigentes, como alguns países da África. Vendia principalmente para a Venezuela mas, com a crise do país vizinho, reduziu. O plano é avançar nos mercados que mais compram como a China, Japão e Rússia.

A cadeia láctea tem sua dinâmica moldada por vários aspectos, os quais refletem diretamente no preço do leite pago aos produtores.

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